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Mudanças no atendimento do Pronto Socorro de Jaú revoltam população

Por: TAMIRES FERNANDA BAPTISTA FRASSON

23/11/2012

A Santa Casa de Jaú passa por um período de mudanças. Somente pacientes de urgência e emergência estão sendo atendidos no pronto socorro, que é o único da cidade. O restante dos casos é encaminhado aos postos de saúde distribuídos pelos bairros. Mas a população reclama dos novos procedimentos para consulta.

As mudanças são causadas pela crise financeira que o hospital está enfrentando. A alternativa para cortar os gastos do pronto socorro foi diminuir os atendimentos, o que desagrada os usuários. Várias pessoas vão embora depois de horas de espera e sem atendimento.

Na porta de entrada do Pronto Socorro foi colocada uma faixa que orienta os pacientes a procurarem as unidades de saúde municipais em situações que não são de urgência e emergência. Mas a aposentada Aparecida Conceição Gregório não viu alternativa a não ser ir até o pronto socorro para descobrir o motivo da febre alta. “Sou idosa, mereço cuidado especial e não estou bem. Não há médico suficiente nos postos e sempre que procuro um não sou atendida ou me receitam Dipirona! Como eles podem avaliar o grau de urgência de todos os casos?”, questiona dona Aparecida, indignada.

E ela não foi a única a questionar e se revoltar com a situação. O motorista Milton Rodrigues levou o filho de um ano para o pronto socorro porque, mesmo depois de a criança ter sido consultada por um médico em uma unidade básica há quatro dias, ela continua doente. “Ele está com a garganta inflamada, febre e um vermelhão na pele, não sei se foi por causa do remédio que deram”, conta.

Segundo a administração da Santa Casa, em média 15 mil pessoas são atendidas por mês no pronto socorro. E diante da crise financeira que a instituição enfrenta, o próprio diretor do hospital, Luiz Alfredo Teixeira, admite que se os atendimentos não forem controlados, o serviço pode ser comprometido. Isso porque a instituição gasta mais de R$ 5 milhões por mês e hoje tem um déficit mensal de R$ 300 mil.

A secretária de Saúde de Jaú, Denise Sgavioli, explicou que tais mudanças foram tomadas para evitar que a Santa Casa acumule mais dívidas. “A gente tem priorizado o atendimento de urgência e emergência no Pronto Socorro Municipal tentando subsidiar alguns procedimentos, entre outros gastos”, ressalta.

Mesmo assim, quem procura os postos reclama. A prefeitura suspendeu as consultas noturnas e aos finais de semana em duas unidades de saúde de Jaú. Mas a Secretária ainda garante que as unidades estão preparadas para atender a população.

O atendimento no pronto socorro já caiu cerca de 40% e os jauenses continuam revoltados.

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