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Jovem da periferia de São Carlos usa o rap para fazer críticas sociais

Por: CALIANDRA SEGNINI

14/11/2012

A estudante Sara da Silva Oliveira, de 22 anos, moradora do bairro Cidade Aracy, na periferia de São Carlos (SP), compõe letras de rap que fazem críticas a padrões impostos pela sociedade.

A jovem começou a ouvir rap ainda na infância, influenciada por familiares e amigos da escola, e logo pegou gosto pelo ritmo musical, que faz parte do movimento hip hop nascido no subúrbio de Nova York nos anos 70. “Foi crescendo a vontade de saber cantar, de conhecer as letras e buscar informação sobre algumas coisas que eram faladas nas músicas”, conta Sara.

Além dos afazeres domésticos e escolares, idas semanais à biblioteca fazem parte da rotina da rapper que escreveu a primeira composição aos 14 anos. “Eu escrevia o que sentia, até que saiu a primeira letra. Então fui aprimorando a escrita, lendo mais, conhecendo e me aprimorando dentro do rap mesmo”, diz.

Com letras fortes, Sara revela sua opinião sobre os padrões estéticos impostos pela sociedade e a ditadura da beleza. Dando voz à comunidade onde mora, ela também fala sobre questões sociais e preconceito. “Quando estamos em cima do palco com microfone na mão temos o poder da voz e devemos que usar isso em pról de nós mesmos. Quando digo nós não significa eu e sim a sociedade como um todo. O rap trasforma vidas”, afirmou Sara.

O professor de Sociologia do Centro Universitário de Araraquara(UNIARA), Henrique Rosim, afirma que ações que questionam a ordem estabelecida, seja ela cultural, social, ou política, são importantes para mudar a mentalidade da sociedade. “Por mais que estas iniciativas possam ter um alcance inicialmente pequeno mas, pelo simples fato de existirem, associadas a outras atitudes de contestação, já contribuem para uma nova forma de pensar”, explica Rosim.

Sara usa a internet como meio de compartilhar suas músicas e ideias, mas uma das maiores conquistas que o rap lhe trouxe foi dentro de casa. “Ver minha mãe ouvindo e pedindo para eu cantar minha música é gratificante demais.O reconhecimento do público, dos meus amigos, de pessoas de dentro do rap que eu sou fã, é o gás que eu tenho para continuar produzindo coisas com conteúdo. É disso que meu povo precisa, de conhecimento, de incentivo à leitura, incentivo à vida”, conclui.



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