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COMUNICADO

A Universidade de Araraquara - Uniara comunica que o início das aulas para os calouros dos cursos de Graduação Presencial será no dia 02 de março.

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Abrigo de Américo Brasiliense recebe número limitado de idosos

Por: EDNA ADRIANA NOVAIS MOREIRA

05/10/2012

O Abrigo “Pró Vida Francisco Toledo Piza”, de Américo Brasiliense, não recebe pacientes acamados, com necessidades especiais, ou que precisem de tratamento médico especializado. A Instituição segue o Estatuto que limita o número de asilados e exige atestado de saúde, de pobreza e de bons antecedentes para a internação dos idosos.

O Abrigo foi inaugurado no dia 3 de agosto de 2001, sendo uma associação civil de direito privado, sem fins econômicos e de caráter filantrópico. Fica localizado na Rua Dom Pedro II, nº 10, Jd. Boa Vista.

A Associação possui 20 idosos internados, 9 homens e 11 mulheres, que ficam separados em alas masculina e feminina da instituição. Outras sete pessoas aguardam vaga, sendo quatro mulheres e três homens.

Para cuidar dos acolhidos, há uma equipe de funcionários, 12 no total, que se revezam em horários intercalados para atendê-los. Há uma enfermaria no local e entre os funcionários existe uma enfermeira padrão responsável por prestar primeiros socorros, caso haja necessidade.

Para manter o lugar a entidade recebe uma verba mensal no valor de R$ 845 reais, do Governo do Estado de São Paulo, através de convênio firmado com a Prefeitura, que repassa esse valor para a instituição. Além disso, realizam eventos como bingos e festas, recebem doações e utilizam 70% das aposentadorias dos abrigados, para manter o abrigo e suprir as necessidades existentes.

A assistente social Maria Aparecida Teixeira, 56 anos, ressalta que uma verba tão baixa é um dos motivos pelo qual o abrigo não suporta um grande número de pessoas, ou idosos muito debilitados, com graves problemas de saúde. Segundo ela, a instituição não tem uma estrutura adequada para dar suporte a eles e nem condições de arcar com os gastos que isso poderia trazer.

A presidente do Pró Vida, Danil Zunarelli Prada, completa dizendo que a renda socioeconômica, a carência, a perda de vínculo com a família e o fato de não haver nenhuma outra pessoa que possa cuidar desse idoso é um fator que conta na decisão de abrigá-lo.

Entre os atuais abrigados, está a primeira moradora, a dona Rosinha, que considera o lugar seu verdadeiro lar. Ela foi acolhida após sofrer com os maus tratos impostos pela sua irmã. Ela conta que passava fome, teve que dormir na calçada e quando chegou a desmaiar na rua, levaram- na para o abrigo.

Já a senhora Aparecida, 60 anos, revela que não gosta muito, mas tem que ficar porque não há outro jeito. Sem filhos, viúva, e não querendo incomodar seus enteados, ela acabou se convencendo de que o abrigo era a única opção.

O mesmo acontece com Raimunda Viana de Oliveira, 79 anos, que perdeu os pais ainda criança e revela que não gosta de morar ali, mas como ficou praticamente cega após uma cirurgia, também viúva, e tendo uma nora que trabalha em outra cidade, acabou sem escolha e lamenta o fato de ter deixado sua casa. “Era uma casa muito boa, com oito cômodos, grande. Não gosto daqui, já avisei a minha sobrinha de São Paulo que assim que ela vier me visitar, vou morar com ela”.

O último levantamento realizado em maio de 2011 pelo Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA) revelou que há, em todo o país, 3.548 instituições para idosos, onde vivem 83.870 pessoas com mais de 60 anos.

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