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UNIARA

Ageuniara

Principal via de entrada e saída de Jaboticabal recebe apelido de cracolândia

Por: FÁBIO RODRIGO PENARIOL

14/09/2012

Enquanto grande parte da cidade de Jaboticabal trabalha e segue sua rotina normalmente, uma de suas principais vias, a Avenida Carlos Berchieri está sendo usada como lar e ponto de uso de drogas por viciados. A situação deixa vários moradores e empresários indignados ao ver o consumo excessivo de entorpecentes no local.

O problema que atormenta a maioria das pessoas que visitam a área é a ousadia dos obcecados pelo crack em fazer seu uso a céu aberto, na rua, embaixo de pontes ou em escadas que ficam próximas à entrada do córrego conhecido como Cerradinho.

Como o próprio hino da cidade afirma, Jaboticabal é a "Cidade das Rosas". Além disso, também é conhecida como "Athenas Paulista". Entretanto, o consumo de drogas na cidade, principalmente à beira das pontes da Avenida Carlos Berchieri, está gerando o apelido de cracolândia para a área. No local, o mau cheiro é insuportável. Roupas velhas e restos de materiais usados no consumo de drogas poluem a paisagem da avenida.

Moradores e trabalhadores do bairro Cidade Jardim - próximo aos pontos de uso de drogas - se preocupam com a situação. O empresário Alberto Chechi, a exemplo disso, critica a presença dos viciados no local. "Os drogados atrapalham as empresas, inclusive a minha, pois eles fazem suas necessidades em frente ao meu estabelecimento", afirma. "Além disso, tenho que trazer meu segurança quando vou abrir as portas para descarregar mercadorias, porque não há como saber do que essas pessoas são capazes", completa o empresário.

A reportagem da Ageuniara esteve no local e ouviu um dos moradores das pontes. Danilo Souza, 23 anos, disse que está dormindo embaixo das pontes há dois meses. Segundo ele, a falta de emprego e o vício o levaram a tomar esta decisão. “Uso minha pedra, mas nunca fiz mal a ninguém, as pessoas acham que todos nós somos bandidos, mas não é bem assim”, afirma Danilo.

Outro usuário de drogas de codinome “Filetinho” também confessou que faz uso de diversos entorpecentes, dentre eles, maconha, cocaína e crack. Questionado sobre como faz para adquirir a droga, "Filetinho" afirma que consegue de várias maneiras, porém a forma mais comum é pedindo dinheiro nos faróis e a pessoas que passam pelo local. “Tenho amigos que já roubaram para comprar drogas, mas nunca faço isso”, comenta. Ele relata que chega a passar vários dias e noites sem dormir, ou ter qualquer tipo de asseio como banho e troca de roupas.

Segundo a Polícia Militar, o motivo do problema deve-se ao plano social e não à falta de fiscalização no local. Os militares alegam que visitam os viciados, fazem revistas e os dispersam, porém, eles voltam ao local logo em seguida. Como se trata apenas de usuários a Polícia não pode detê-los

A reportagem entrou em contato com a Casa Transitória, um projeto em parceria com a Secretaria de Assistência Social que busca atender pessoas sem moradia. Nenhum funcionário quis dar entrevista mas, informalmente,apurou-se que os assistentes sociais fazem o trabalho de visita nos pontos críticos, onde há uso de drogas, para tentar levá-los até a casa, mas inúmeras vezes sem êxito. A maioria dos usuários fez opção por morar na rua.

A vizinhança fica preocupada com a situação. Reclamam de ter de conviver com os dependentes e temem pelas crianças que brincam nas imediações. O balconista Fábio Henrique de Almeida, de 25 anos, morador de um bairro localizado ao lado, comentou sobre os "alucinados". “Já os vi abordando pessoas para pedir dinheiro e isso é ruim para a vizinhança; ficamos com medo”, comenta. “Além disso, os drogados ficam transitando igual a zumbis pela via; é um mal exemplo para as crianças”, completa o balconista.

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