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Médico de Monte Alto fala sobre hipocondrismo

Por: LARISSA TRONFINE MENEZES

15/08/2012

O hipocondrismo é uma doença pouco conhecida entre os brasileiros. Segundo o médico doutor Nelson Ferreira, que é clinico geral,em Monte Alto(SP), o hipocondrismo é uma doença psiquiátrica crônica obsessiva compulsiva que leva o paciente a acreditar que sofre de um mal, de uma doença ou, até mesmo, acreditar em um estado conhecido como pré-morte, ou estado irracional da morte, onde sofre com o medo de morrer a todo instante.

"No geral, a hipocondria faz o individuo acreditar que sofre de uma determinada doença, habitualmente grave, quando não existe qualquer doença real", completa Ferreira.

Ele explica que a hipocondria não tem uma causa específica. "Pode surgir subitamente sem nenhuma causa decorrente conhecida, pode se manter estável por anos e ainda pode se manifestar em períodos em que o paciente esteja vulnerável", informa.

De acordo com ele, outra possível causa, está associada a pacientes que sofreram de alguma doença sistêmica, logo na infância, ou a pacientes que passaram por longos períodos hospitalizados e ainda por indivíduos que passaram por períodos ao lado de pessoas portadoras de alguma enfermidade grave e, possivelmente, com desfecho fatal. "A hipocondria ainda pode vir associada a doenças como ansiedade, depressão, transtorno bipolar, fobias e patologias relacionadas a déficit de atenção dentre outras possíveis causas", explica.

Ele relata também que o primeiro indício é a crença na doença. "Após isso, tem-se a descrença no médico e outros profissionais da saúde; bem como em exames com diagnósticos podendo evoluir até o medo da morte causada pela crença na doença".

Conforme o médico, o hipocondríaco é um paciente portador de uma doença crônica."Ele não é um doente imaginário assim como as doenças que ele supõe ter. O paciente hipocondríaco geralmente é resistente ao tratamento psiquiátrico. As precauções que podem amenizar os sintomas, é fazer com que o paciente se distraia, relaxe e que seja aos poucos introduzido em terapias cognitivas para amenizar ou, até mesmo, curar-se desse mal", conclui.

A estudante A.B.S. (que prefere o anonimato), diz que descobriu ter essa doença aos dezesseis anos e que, no começo, sempre tinha uma necessidade compulsiva de tomar remédios e sentia dores no estômago, dores de cabeça e enjôo.Com essas supostas dores sempre tomava algum medicamento por contra própria.

A estudante conta que várias vezes se automedicou em algumas doenças que ela acreditava sentir.Porém, hoje, com vinte anos, ela conta que está sendo acompanhada por um psiquiatra e que sua necessidade de tomar medicamentos diminuiu. Apesar disso, já sabe se controlar e não tem mais a necessidade de tomar remédios.



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