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Jovens buscam mais informações sobre investimento em Bolsa de Valores

Por: PAULO HERIQUE RIBEIRO CARDOZO

12/06/2012

Até a década de 1980 era quase inacessível para a maioria dos jovens pensarem em ser proprietários de parte de uma empresa que negocia seus papéis em Bolsa de valores, ou seja, empresas de capital aberto.

Isso acontecia por uma série de fatores: primeiro, é importante ressaltar que as informações sobre esse tipo de investimento eram escassas e difíceis de serem compreendidas para o cidadão comum, já a linguagem acerca da economia é bastante técnica e com algum grau de especificidade.

Outro fator a impedir o acesso do jovem e até a população comum de atuar no mercado de renda variável era a instabilidade econômica e política, o que impunha aos jovens outro desafio, o de primeiro garimpar uma oportunidade no mercado de trabalho, já que a geração de empregos era ainda precária naquela oportunidade.

A partir da estabilidade política na década de 1980 e a estabilidade econômica em meados da década de 1990, surgem novas possibilidades. As empresas passam a criar mais empregos, sobretudo para os jovens, já que não podem contar mais com a ciranda financeira. Isso vem resultar na grande busca por informações sobre outras formas de investimento e chega com força no século XXI à renda variável.

Segundo dados da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), houve um crescimento de 8,5% de investidores com até 25 anos de idade, entre junho e dezembro 2010. Foram mais de 39.000 aplicadores que começaram a operar no mercado de ações.

Para o publicitário, Jorge Augusto Rufino, 24 anos, de Araraquara (SP), a possibilidade é concreta de ingressar na Bolsa em breve. “Tenho pesquisado bastante com jovens investidores e com pessoas mais experientes e penso que estou na idade de correr alguns riscos, já que investimento em Bolsa tem um certo grau de risco, mas acho que a hora é agora”.

O dentista Mario Sergio Boschiero Faccio, 34 anos, da mesma cidade, que é investidor na Bolsa de Valores há cinco anos, relembra que começou a investir em renda variável quando fez as contas e observou que a poupança não remunerava nem as perdas referentes à inflação e era hora de tentar algo um pouco mais interessante. “A Bolsa de Valores, apesar de ser um investimento de risco, acaba sendo uma opção para quem quer ter um rendimento maior sobre suas operações financeiras, e hoje, é muito fácil obter informações e estudar sobre investimentos pela internet”.

Para o operador de Bolsa de Valores, Samuel Guimarães, da RCX Investimentos, de Ribeirão Preto (SP), outro fator que impulsiona os jovens na busca por informações e, consequentemente, na tomada de decisão de apostar em renda variável, é a própria ousadia inerente à idade. “O jovem busca novidades e é sempre mais propenso a correr riscos”.

Segundo o operador, outro importante estímulo são as ações informativas das corretoras de levar palestras e workshops sobre educação financeira às faculdades e universidades do país.

Guimarães não tem duvidas que a busca por informações seja algo de iniciativa própria dos jovens. “Os pais não estimulam que os filhos coloquem seus recursos em renda variável, pois talvez por desconhecimento, eles ainda têm aquela falsa ideia de que só existe segurança na poupança ou no investimento em imóveis, como era no passado”.

Também para Faccio, a impressão é a mesma. "Por falta de conhecimento, os pais não indicam renda variável para seus filhos”,observa.

O dentista entende que cada vez mais, o jovem irá investir em Bolsa de Valores, principalmente, porque está muito ligado à informação, sobretudo na internet e isso é fundamental. “Quem investe em Bolsa tem que estar ligado nos acontecimentos econômicos e políticos nacionais e internacionais, para poder tomar as melhores decisões sobre seus investimentos”, finaliza o investidor.



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