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Caminhoneiros relatam prós e contras da profissão

Por: ANNA REGINA DAVILLA

02/05/2012

Como todas as profissões a de caminhoneiro também evoluiu, mudou e tem atraído cada vez mais candidatos a viajantes. São profissionais que ficam semanas viajando, enfrentam climas, estradas e distâncias. Muitas vezes em lugares sem comodidade ou comunicação. Longe de suas famílias contam exclusivamente com a expectativa de chegar.

Com os mais diversos destinos seguem enfrentando as condições, mas também fazendo das paisagens e novidades um estimulo para superar a saudade e aumentar a disposição.

De diferentes formas eles procuram melhorar a vida difícil a que são expostos. “Embora existam situações claramente estressantes, a maioria depende da interação com outros fatores para que possam alterar esse equilíbrio. Ou seja, o bem estar está associado ao bom funcionamento dos fatores biológicos, psicológicos e sociais e essa resistência é que determinará quando esse equilíbrio será rompido”,como explica a psicóloga do Serviço Social de Transporte (SEST), Luciana Zavatti Caparelli.

Nesse sentido é importante que se procure prazer nas atividades como relata Aparecido Ferreira,52, motorista há 32 anos, e que adora estar sempre em contato com novas culinárias, paisagens e pessoas. “É difícil, mas conhecemos muita gente, lugares diferentes e paisagens lindas, que ninguém nem imagina que tem nesse Brasil”, afirma.

Há também dificuldades, como a saudade de casa, e ai que entra o apoio dos familiares e compreensão.Alguns superam suas limitações e outros almejam cada dia mais um destino cheio de descobertas e liberdade. Bom exemplo disso, é Anderson Batista, 40 anos, motorista há 20 anos e apaixonado pela estrada e suas novidades. “Não troco minha liberdade por nada nesse mundo. Prefiro conhecer os temperos espalhados pelo país, do que comer todo dia a mesma comida”.

Síndrome

Segundo a psicóloga Luciana, existem diversas formas de encarar o dia-a-dia do caminhoneiro. “É comum aparecerem síndromes relacionadas ao desequilíbrio dos fatores biológicos, psicológicos e sociais envolvidos na manutenção de nossa saúde. Assim, é importante que cada indivíduo, em sua particularidade, aprenda a gerenciar as situações que são vivenciadas como conflituosas para que não ocorra o adoecimento”, conclui.



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