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Escolas de São Carlos recebem investimentos

Por: RAÍSSA DE AZEVEDO VITULLI

20/04/2012

As escolas da rede municipal de São Carlos (SP) recebem da prefeitura uniformes e materiais escolares de qualidade. Os beneficiados são os pais que não precisam se preocupar com compra de materiais escolares e gastos.

Isabel de Fátima Cavaretti que é diretora e professora da escola municipal "Prof.ª Maria Luiza Perez", localizada no bairro Jardim Paulistano, explica que o investimento nas escolas municipais ainda é recente. "A escola recebe todo o material didático como: folha sulfite, caderno de desenho e brochura, giz de cera, lápis de cor, entre outros materiais necessários, além de uniformes, bastando aos pais apenas a compra de objetos pessoais", relata.

Segundo Isabel, o investimento em merenda também cresceu, que agora conta com o acompanhamento de nutricionistas. "No cardápio os alimentos são saudáveis e nutritivos com muita variedade para as crianças. Os professores também recebem palestras e há maior capacitação para formação didático dos alunos. O que estimula professores é o salário que é um dos maiores da região",destaca a diretora.

Segundo ela, a importância desse investimento é total e significativa, pois se capacita o professor e, assim, ele estará mais preparado para formar uma criança. "Se melhoram a estrutura, estaremos recebendo esta criança melhor. Se disponibilizam materiais e brinquedos vão ajudar no trabalho pedagógico e no desenvolvimento da criança e o futuro delas será melhor. É preciso investir 70% em educação e 30% em saúde”, opina Isabel.

No passado, por exemplo, os pais gastariam com despesas escolares cerca de R$ 250,00 reais por mês, agora o total gasto é em torno de R$ 10,00 por mês. Prova disso, é a empregada doméstica, Isabel da Silva, que é mãe de aluna. Ela notou muita diferença na hora de pagar as contas. “Ainda bem, tem sobrado dinheiro para pagar as contas e a diferença é muito grande”, confirma.

Rosileni Oliveira da Silva, que é mãe de três filhos também percebe a economia dentro do lar. "É um alivio, não tem explicação poder ter os meus filhos estudando em um ótimo ambiente, com tudo que eles necessitam, sem precisar ter gastos”. Outra mãe, a dona de casa Marlene Aves, ressalta: “Espero que continuem nos ajudando, hoje só não estuda quem não quer”, afirma.

IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que índica a qualidade do ensino com escala de 0 a 10, divulgou que em 2009 as escolas municipais tinham 4,4 pontos para anos iniciais do ensino fundamental (2º ao 5º anos) mas, eles propõem que até 2021 esses números cresçam para 5,7.

Para o economista Laucir Alberto, pós-graduado em direito tributário, a disponibilidade de recursos numa família carente, normalmente é pequena, dirigida para o consumo de alimentos, aluguéis e medicamentos, a disponibilização para essa família aplicar na educação dos filhos é mínima.

"De acordo com a Constituição o orçamento do município deve ser elaborado visando, entre outros objetivos, a educação básica nas escolas, com atenção especial às escolas carentes. Assim a prefeitura deve tornar compatível com uma estrutura capaz de promover o ensino básico", finaliza Alberto.



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