Ageuniara

Redes Sociais alteram o trabalho do jornalista

Por: PAULO HERIQUE RIBEIRO CARDOZO

07/03/2012

O profissional do jornalismo tem como premissas algumas questões das quais ele não pode se afastar como a relação idônea com sua fonte e a apuração da informação até o esclarecimento total do assunto sob seu enfoque. Ocorre que em função da dinâmica da internet e das redes sociais aliada à necessidade de publicar a notícia antes de qualquer outro veículo, o chamado “furo jornalístico”, parte dos profissionais de jornalismo têm recorrido às redes sociais o que na opinião de alguns, contraria as premissas profissionais. “A internet e as redes sociais mudaram muito a maneira de se fazer jornalismo”, afirma a jornalista Assunção Cristóvão, assessora de imprensa do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA).

Entre março e abril de 2011 a PRNewswire Brasil, empresa especializada em distribuição de conteúdo, realizou pesquisa online com 305 jornalistas brasileiros e constatou que 31,8% deles participam de três redes sociais distintas e para 79,7% desses profissionais se utilizar das redes sociais para fazer contato com suas fontes e estreitar relacionamentos profissionais é prática corriqueira.

Além de auxiliar na aproximação em relação à fonte, 83,3% dos participantes da pesquisa já admitiram ter usado informações advindas das redes sociais (como o trending topics, do twitter) para propor uma pauta. Aliás, para a maioria dos entrevistados, o microblog é a rede favorita.

Para Assunção, o uso das redes sociais representa um avanço na agilidade para o processo jornalístico, mas por outro lado, ela ainda defende o contato cara a cara com a fonte. Assunção reitera a defesa da obrigatoriedade na apuração mais detida dos fatos antes de serem publicados.

No mesmo sentido posiciona-se o jornalista Cláudio Dias, chefe de reportagem do jornal Tribuna Impressa de Araraquara(SP) para quem a busca por pautas e estreitamento da relação com as fontes nas redes sociais deve funcionar apenas com elemento agregador, isto é, algo excepcional que serve para o jornalista incrementar suas matérias e jamais pode substituir a essência do jornalismo que é o olho no olho com a fonte e a checagem exaustiva das versões do fato. “Com a evolução da tecnologia hoje em dia todas as pessoas têm um celular com câmera e acesso à internet o que torna a chegada da notícia mais rápida e isso pode e deve ser pautado também”, afirma Dias, ressaltando que tal prática agiliza o trabalho, mas não substitui a checagem até as últimas consequências.

O chefe de reportagem ainda destaca que a busca de conteúdo nas redes sociais é um extra para o trabalho do jornalista e o que não pode é esse profissional achar que só vai procurar entrevistado nas redes sociais. “O princípio jornalístico está mantido e deve ser mantido”, finaliza Dias.



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