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UNIARA

Ageuniara

Patrocínio torna-se adversário de atletas em Jaboticabal

Por: GIANFRANCESCO ROCHA BARIANI

28/10/2011

Os atletas de Jaboticabal vêm encontrando dificuldades na hora de disputarem competições fora do estado ou do país. Isso porque grande parte das empresas locais não está interessada em patrocinar o esporte da cidade.

Um caso recente aconteceu com um grupo de atletas que disputou o Mundial de Karatê, entre os dias 13 e 16 de outubro, na Malásia. Duas das três karatecas, convocadas para a Seleção Brasileira de Karatê, precisavam arrecadar R$ 18 mil para conseguirem participar do Mundial.

Segundo a técnica da Seleção Brasileira de Karatê, Simone Yonamine Mota, não foi fácil conseguir a renda necessária. “Conseguimos com muita garra e determinação. Às vezes, as empresas encaram essa situação com certa desconfiança”, apontou.

Simone ainda explicou como foi feita a arrecadação. “Fizemos uma rifa, um tipo de Ação entre Amigos. As meninas saíram pelas ruas da cidade vendendo essas rifas para arrecadarmos o dinheiro necessário”, explicou a técnica.

Somente no ano de 2011, as atletas foram bicampeãs Brasileiras, campeãs Sulamericanas e Panamericanas, tudo isso na categoria Kata, entre 14 e 17 anos.

De acordo com o coordenador em Jaboticabal, Paulo Mota, a modalidade é uma coreografia do esporte. “São movimentos e performances que vão subindo de acordo com o nível técnico do atleta. Aqui o nível é alto porque todos os atletas são faixas pretas”, explica Mota.

As atletas Nicole Yonamine Mota, 15 anos, Noelle Praxedes Felipe, 14 anos, e Bruna Peterossi Martins, 16 anos, são as integrantes da equipe. Apenas Nicole possui a Bolsa Atleta, auxílio do Governo Federal para atletas que se destacam no cenário brasileiro.

“A Nicole não viajaria se as outras meninas não conseguissem o patrocínio necessário”, diz a técnica Simone.

Quando questionada sobre por que uma equipe que venceu tudo o que disputou não consegue obter patrocínio, Simone tenta explicar. “São jovens que poderiam estar nas ruas e, no entanto, estão representando nosso País com muito empenho e dedicação. Além de lutarem, elas precisam se preocupar com o apoio e patrocínios para poderem representar o Brasil”, conclui a karateca.

Apesar de não terem conquistado medalhas no mundial, elas aprenderam que o maior adversário não está mais no tatame.

Infraestrutura também é obstáculo

O Centro Esportivo Professor Antônio Mônaco, de Jaboticabal, vem sofrendo com atos de vandalismo. O local, fundado em 1992, serve para treinos e prática de esportes dos atletas e moradores da cidade.

Segundo a técnica de Atletismo de Jaboticabal, Roberta Oliveira, a má condição do local de treinos pode prejudicar os atletas. “Temos jovens atletas com um grande futuro pela frente. As pessoas devem cuidar do local, para o ambiente ficar favorável aos atletas”, diz a técnica.

Procurado pela reportagem da Ageuniara, o presidente da FAE (Fundação de Amparo ao Esporte), Moacir Pazetto, afirmou ter conhecimento da atual situação do local e da falta de segurança. “Já estamos trabalhando para melhorar esta situação em conjunto com a Prefeitura. O local em bom estado oferece tudo que os atletas necessitam”, afirma Pazzeto.

O Centro foi reformado em 2008, ano em que a cidade recebeu os Jogos Regionais. Na época, foram investidos, aproximadamente, R$ 500 mil para deixar as quadras e o campo em condições favoráveis.

O atletismo de Jaboticabal também sofre com dificuldades na busca por patrocínio. “Encontramos dificuldades na hora de disputarmos algumas competições. A Prefeitura, junto com a FAE disponibiliza alguns recursos, o apoio deles é importante, mas algumas empresas poderiam ajudar também”, explica Roberta Oliveira.

“Temos atletas que podem se destacar na modalidade. O incentivo é algo primordial no futuro de um atleta”, conclui.

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