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Prefeitura de Taquaritinga vai vender terrenos pertencentes ao município

Por: DIEGO LUIZ GIBERTONI

02/09/2011

O projeto aprovado pela Prefeitura de Taquaritinga que previa vender 29 lotes pertencentes ao município, sendo 28 terrenos e um sítio, foi modificado. O motivo foi uma pedreira que pode ser ainda aproveitada, pois possui muita água e está localizada no sítio.

Os vereadores fizeram uma votação, pois só o sítio está avaliado em R$ 469.075,86 e, por maioria, decidiram retirar o sítio do pacote que estava a venda pelo motivo de que lá ainda há muita água para ser utilizada pelos moradores de Taquaritinga.

Pela explicação enviada aos vereadores, os valores recebidos "serão aplicados integralmente em obras de infraestrutura urbana, como pavimentação e recapeamento de vias públicas, implementação de galerias de águas pluviais, guias e sarjetas, sobretudo nos bairros onde estes terrenos se encontram", segundo o prefeito Gilmar Azevedo. A venda será feita através de licitação.

Para a presidente da Câmara, Márcia Zucchi, o projeto é bom, já que o dinheiro arrecadado será aplicado em obras de melhorias. O vereador Vanderlei Mársico tem a opinião de que o projeto deveria vir acompanhado com uma conta específica para ser depositado o dinheiro da venda, além de indicar onde exatamente seriam realizadas as melhorias prometidas. "É uma forma de fiscalizarmos melhor o que será feito com essa verba", disse Mársico.

Taquaritinga não deve vender a pedreira, uma vez que existem alternativas para que ela seja viável para o município. “Mesmo que não seja mais possível a extração de pedras, o local tem água, que é um patrimônio imprescindível para a vida; por isso devemos ficar atentos e tentar prever o que podemos fazer com aquele bem, antes de vendermos para a iniciativa privada”, explica Mársico.

O que diz a Prefeitura

De acordo com o secretário de Gestão Pública da Prefeitura de Taquaritinga, Rodrigo Segantini, “a pedreira foi colocada à venda porque as empresas consultadas para avaliar o local foram claras em dizer que não tem como fazer a avaliação, uma vez que a pedreira está inativa há pelo menos quinze anos”, disse. “Pode até ser que exista algum basalto no local para ser explorado, mas dependeria de contratar pesquisa geológica, o que não é barato, e hoje, para realizar a exploração teríamos que resolver um passivo ambiental pendente; tudo isso teria um custo muito alto e por esse motivo resolvemos colocar à venda, uma vez que o município necessita de obras de infraestrutura”, explicou Segantini. Em relação aos equipamentos existentes no local, Segantini afirmou que todos seriam retirados ou reaproveitados pela municipalidade. “O que foi colocado à venda é apenas o imóvel”, concluiu.

Saldo

Com o impedimento a venda da pedreira, restaram então os 28 lotes que serão colocados em leilão pela Prefeitura. A Câmara aprovou o projeto que autoriza o Executivo a efetuar a comercialização desses lotes, localizados no Vale Formoso e no bairro Laranjeiras II. Os preços variam entre R$ 15 mil e R$ 50 mil.

Segundo a Prefeitura, o dinheiro da venda será utilizado para obras de infraestrutura nos próprios bairros. O secretário também afirmou que a verba será depositada em conta específica e a venda será feita através de licitação, que já foi aprovada pela Câmara anteriormente.

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