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Casas do Residencial Jaboticabal estão com estrutura comprometida

Por: ANDRE LUIS SOUZA DIAS

08/04/2011

O residencial Jaboticabal é um bairro construído há mais de dez anos em uma área que necessitou de aterro para que as casas fossem erguidas. Na época o empreendimento passou por aprovação da Prefeitura, porém as casas estão apresentando problemas estruturais e os moradores se mobilizam em busca de soluções.

As casas, segundo o arquiteto urbanista Murillo Magno Thumlert, estão com sérios problemas e algumas já sem condições de habitação. Com as chuvas que não pararam de fevereiro e início de março, o problema se agravou e preocupa ainda mais os moradores.

Uma reunião foi realizada para discutir o assunto. Participaram o presidente da Associação dos Moradores do Residencial, Marcelo Demani Peres, as advogadas Cláudia Tonetto e Giovanna Cassandra, além do arquiteto e de moradores do bairro. No encontro, o arquiteto Murillo explicou aos moradores sobre a origem dos problemas estruturais e deu dicas para que o caso não se agrave. Já as advogadas explicaram o que é possível fazer juridicamente para reformar as residências.

Segundo Cláudia Tonetto, 220 ações já foram registradas contra a Caixa Seguros. "Esse número representa um terço do bairro e, quem ainda não entrou, também há possibilidades de entrar com ação", disse. Segundo ela, o processo é específico contra a seguradora. "O morador fez o contrato com a Caixa Econômica Federal e, dentro desse contrato existe um seguro embutido, então nós estamos acionando a seguradora. A Prefeitura ou Construtora não estão incluídas no processo neste primeiro momento", explicou.

De acordo com a advogada, os processos são demorados e burocráticos, podendo levar de dois a três anos. "Depende de manifestação da seguradora, juiz, perícia e audiência. Não posso fixar um tempo exato porque não tenho essa previsão, até porque são vários processos e pode demorar. Vamos tratar caso por caso, mas do que temos visto de casos como esse, o tempo é de dois a três anos em primeira instância e depois, caso a seguradora recorra, não sei quanto tempo demoraria um recurso", concluiu.

Falhas construtivas

O arquiteto realizou perícia em algumas residências do bairro. Durante as visitas, acompanhadas pela reportagem da Ageuniara, Murillo explicou os problemas das casas do Residencial. "A estrutura foi mal feita, com várias trincas, vícios construtivos, fundações mal impermeabilizadas, além do solo que não é adequado para construções. O Residencial não foi feito em local próprio ou com a tecnologia adequada. Aqui teria que ser feito, pelo menos, melhor compactação e impermeabilização do solo e uma fundação mais elaborada. A consequência disso é o que nós estamos vendo, casas em fase de demolição", disse.

Em visita à casa do morador Daniel de Souza Abel, ele afirmou que já não sabe mais o que fazer em relação às rachaduras encontradas na residência. "Tive que ir dormir na sala. Numa noite a casa inteira começou a estalar e apareceram essas trincas que você está vendo. Não durmo mais no meu quarto com medo de cair", afirmou. Sua esposa, Edna Mara Standiches ainda dorme no quarto do casal e não tem medo do que pode acontecer. "Continuo dormindo na minha cama. Sei do perigo, mas aqui é o meu quarto e vou ficar", disse Edna.

Na casa da moradora Greice Kelly Costa Almeida, a rachadura permite ver o outro lado através da parede. "Aqui tem essas rachaduras, na casa do meu sogro entra água, está horrível. Na rua de casa está todo mundo reclamando, mas onde vamos morar?", questionou Greice. Ela, que também entrou com processo, afirmou que ainda não sabe se isso irá resolver o problema dos moradores. "Isso demora muito e não sei como vai ser", concluiu.

Já a casa de Izilda Aparecida Vicente da Silva, segundo ela, está toda rachada e com infiltrações. "Não sei de onde vem tudo isso e estamos preocupados", afirmou. "Coloquei minha casa na justiça. Espero que vá alguém ver se tem solução. Depois que cair e acontecer uma tragédia aparece todo mundo".

Prefeitura aguarda laudos

As casas do Residencial Jaboticabal foram entregues há mais de dez anos, ainda na gestão da ex-prefeita Maria Carlota Niero Rocha (PT). O Residencial é um empreendimento da Caixa Econômica Federal e não da Prefeitura. Entretanto, os moradores questionam se a Prefeitura Municipal fez, na época, análises da qualidade do solo para a liberação do empreendimento e se o executivo orientou e acompanhou a construção das casas.

A Reportagem entrou em contato com o atual Secretário de Planejamento, Lourenço Leme da Costa Júnior, que também trabalhou no setor de engenharia da prefeitura na ocasião da construção das casas. Costa Júnior preferiu não se pronunciar pelo menos enquanto não estiver com os resultados das perícias e afirmou que os estudos técnicos e acompanhamento da obra foram feitos.

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