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Participação dos jovens cai nas eleições 2010

Por: LUAN EMÍLIO FAUSTINO

26/10/2010

O TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) divulgou o perfil do eleitorado brasileiro que foi às urnas no dia 3 de outubro, para eleger os cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Os números revelam que os eleitores jovens, na faixa-etária entre 16 e 17 anos, diminuíram pela primeira vez em uma eleição presidencial desde 1998. A redução foi de quase 7%.

O sociólogo Eduardo Simas,acredita que o desinteresse dos jovens por política está na forma como o assunto é abordado: “Os poderosos falam e escrevem para um circuito muito restrito e geram um desinteresse muito grande por parte dos jovens. Dessa forma é a política que acaba abandonando os jovens e não vice-versa”.

A participação dos jovens na política nacional restringe-se hoje aos livros de história. Mas, nem sempre foi assim. A última grande participação dos jovens na política foi em 1992, quando eles ajudaram no impeachment do ex-presidente Fernando Collor. A ocupação de cargos eletivos por jovens ainda é pequena. Dos 513 deputados federais, por exemplo, apenas oito tem menos de 30 anos, segundo informações do TSE.

As formas de manifestações políticas dos jovens também mudaram, se em 1992 eles saíam às ruas, com os rostos pintados causando frisson, hoje o ativismo político acontece de forma silenciosa como no projeto Ficha Limpa que contou com a adesão dos jovens que utilizaram o Twitter para divulgar e votar à favor da lei que foi aprovada.

Os jovens brasileiros, segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), consideram os partidos políticos importantes, mas preferem não participar de uma legenda por não gostarem de política e por acharem que não possuem amadurecimento. Com isso, somente uma minoria vota e faz campanha para o candidato de sua preferência.

Na contramão dessa diminuição da participação dos jovens na política, o estudante de Araraquara (SP), Hélio Delbon Neto, de 16 anos, explica o porquê resolveu votar nessas eleições, mesmo o seu voto não sendo obrigatório.“Esse seria meu primeiro passo como cidadão, para mim, política é uma parte importante que representa a preservação dos direitos das pessoas”.

Jovens com a visão de Neto, são raros, afirma Simas: “O desencanto com a política pode limitar a participação dos jovens. O jovem tem que tornar-se um cidadão politizado para poder reivindicar, sugerir, opinar, etc.” conclui o sociólogo.



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