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A locomotiva do futuro é uma relíquia do passado de São Carlos

Por: MARIANA LEMES

15/09/2010

A Prefeitura de São Carlos em parceria com a Fundação Pró-Memória e a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) anunciou a implantação do Trem Turístico-Cultural na cidade. O Projeto contará com o apoio da América Latina Logística (ALL) e da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

Segundo o prefeito Oswaldo Barda, o Trem Turístico-Cultural ligará primeiramente a estação ferroviária de São Carlos à Praça Itália, num percurso de cerca de 1.200 metros, mas a proposta é aumentar esse trecho. “A intenção é ampliar o percurso e, no segundo trecho, chegarmos até a estação da Fazenda Conde do Pinhal”, disse o prefeito.

Fará parte deste projeto uma locomotiva a vapor pertencente à Prefeitura de São Carlos, que se encontra estacionada em um local coberto na Praça Brasil que será totalmente restaurada. “Essa é a única locomotiva, deste tipo, em condições de uso no Brasil”, ressaltou o prefeito.

A locomotiva a vapor foi fabricada na Filadélfia(EUA) pela empresa Baldwin Locomotive Works. É uma máquina tipo 4-4-0 “American”, bitola 1,00 m, com iluminação a gasômetro, número de série 12116, que rodou no trecho Rio Claro–São Paulo. Ela puxava as composições de trens da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e faz parte da história de São Carlos.

A história da locomotiva teve início no dia 6 de setembro de 1865, quando o equipamento chegou oficialmente em São Paulo. Com o passar dos anos a locomotiva foi sendo transferida de cidades: em 1867 chegou a Jundiaí, em 1872 era a vez de Campinas ser alcançada pela ferrovia e em agosto de 1876 a locomotiva chegava à cidade de Rio Claro. Naquele momento os cafeicultores sãocarleses pretendiam que a ferrovia chegasse até São Carlos.

Porém, muitos foram os impasses entre a Câmara Municipal e os dirigentes da Companhia Paulista. Mas um cafeicultor, em especial, considerava a implantação da ferrovia na cidade de São Carlos uma questão de sobrevivência. Seu nome era Antonio Carlos de Arruda Botelho – futuro Conde do Pinhal.

Por ser o principal produtor de café da região e possuidor de grande parte das terras, Antonio Carlos de Arruda Botelho tinha um interesse pessoal na chegada da ferrovia à cidade. Assim empenhou-se no projeto de forma integral.

Com a ajuda de outros fazendeiros influentes da época, Arruda Botelho conseguiu constituir a Companhia de Estrada de Ferro de Rio Claro, cuja carta de concessão foi outorgada pelo Governo Imperial em 4 de outubro de 1880. Além de ligar o terminal ferroviário da Paulista em Rio Claro, a concessionária também estendia seus trilhos até Araraquara, Jaboticabal, Brotas, Dois Córregos e Jaú. Assim, a Companhia Paulista ficou dependente da nova ferrovia, sendo impedida de prosseguir com seus planos de passar por grandes centros produtores de café, como o Vale do Tiete e o Vale do Mogi.

No dia 15 de outubro de 1884, a ferrovia chegou a São Carlos em grande festa. A cafeicultura foi a grande responsável pela urbanização da cidade, que se intensificou com a chegada da ferrovia.

A locomotiva fabricada na Filadélfia é um marco histórico para a cidade de São Carlos. Mas, em pleno século XXI, a Era da Tecnologia, há dúvidas sobre a viabilidade restaurá-la e colocá-la novamente em circulação. Para o secretário de transporte e transito da cidade, Nilson Roberto de Barros Carneiro, o projeto Trem Turístico-cultural é viável para cidade.

“A locomotiva é viável sim, mesmo em pleno século XXI, pois será mais uma atração para a população de São Carlos e região, que busca diversidade e tranquilidade. E com relação ao meio ambiente a locomotiva terá um filtro que irá absorver a poluição, diminuindo o impacto ambiental”, justifica o secretário.

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