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Moradores dividem a difícil realidade de viver nas ruas

Por: JESSICA MENDES DA SILVA

11/05/2010

A presença de moradores de rua preocupa Matão(SP), mas entidades espalhadas pela cidade tentam reverter esse quadro. Segundo informações de João Antônio Santos do Carlo, responsável pela CASA ABRIGO de Matão, no Albergue Noturno São José, dormem hoje, doze pessoas."São três mulheres e nove rapazes.A Busca de emprego, moradia, saúde, educação, cultura e lazer, são constantes durante o dia.E as igrejas,por exemplo, têm fornecido água e alguns vizinhos levam mantimento”, relata

“Das pessoas que moram comigo nas ruas, tem muita gente ruim, mas tem muita gente boa que ajuda a gente. As outras eu não sei onde estão não, somem às vezes. Tudo que você for fazer pede pra Jesus. Não pede ninguém não. Vai para um canto e pede a Jesus",fala o morador de rua Rodriguinho, sobre sua realidade.

O drama de muitas pessoas que, por uma série de perdas, tornaram-se privadas de uma das maiores necessidades humanas: uma casa, um lar, com tudo aquilo que isso representa, isto é aconchego, um mínimo de conforto, privacidade, calor humano, família.

São moradores de rua por causas variadas como: abandono familiar ou até falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social, drogas, álcool e problema psicológico.

Nas ruas, eles têm liberdade de vida para fazer o que quiserem e o que pensam, sem compromisso nem responsabilidades. A filosofia de vida dessas pessoas baseia se no hoje, naquele momento, muitas vezes não tem sonhos, não tem esperança de mudanças.

Onde você "mora"?

“Na praça, aqui na praça do centro mesmo. Eu fico ali, o dia todinho. Durmo ali, nos bancos da praça. As pessoas até que me dão algumas coisas. Me dão roupas, ficam com dó, eu acho. Quando chove, eu me escondo lá debaixo da igreja da Matriz. Carrego só aquilo que dá pra levar comigo, o resto ficava lá, molhando tudo.” relata Zé do Tonho, outro morador de rua.

Estando com fome tem que conseguir algo para comer, não importa como, se pedindo, comprando e até roubando ou furtando. A roupa, geralmente só tem aquela que está vestindo, porque não tem guarda-roupa, não tem aonde guardar nada, às vezes tem apenas uma sacola velha ou um saco.

“A rua para quem vive nela, é muito mais que um simples lugar, é uma triste condição de vida, imposta pelo destino, por escolhas erradas do passado e falta de oportunidades do presente, ajudar os nossos irmãos de rua não é ajudar apenas eles, mas a si mesmo", observa Richardson Costa, voluntário da comunidade Eterna Misericórdia de Matão.

Passa de 1,8 milhões de pessoas que vivem nas ruas no Brasil, de acordo com um levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social feito com base em 76 municípios.Na cidade de São Paulo, a estimativa é de que haja 10.394 pessoas nessa situação. O estudo revela que a principal dificuldade na reabilitação é a obtenção de alguma fonte de renda para que as pessoas consigam reorganizar suas vidas.

Moradores de rua são seres humanos que vivem fora do contexto social e a pobreza é um dos fatores que mais contribui para o desequilíbrio social.



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