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Pesquisa mostra disparidades sociais entre negros e brancos

Por: VINICIUS BARBOSA SUZUKI

19/12/2009

No dia 20 de novembro o país celebrou o Dia da Consciência Negra e relembrou a morte de Zumbi dos Palmares. Para determinados segmentos da sociedade, Zumbi é símbolo de liberdade e resistência da cultura negra perante a escravidão, imposta pela coroa portuguesa.

A data da Consciência Negra foi alterada a partir de 1995 (300 anos após a execução de Zumbi) e, neste ano, tornou-se feriado em alguns estados, por força da Lei Federal nº 9.903. Antes, o dia reservado para a celebração da Consciência Negra era o 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura.

“A Lei Áurea serviu para libertar 700 mil escravos que ainda existiam no Brasil em 1888 e proibiu definitivamente a escravidão no país. Porém, não se pode deixar de reconhecer que a abolição não resolveu diversas questões, como a inclusão dos negros libertos na sociedade brasileira. O Estado brasileiro não tomou medidas que favorecessem a integração social dos ex-escravos”, informa a Doutora Maria de Melo Souza, professora do curso de Ciências Sociais e pesquisadora da área do Pensamento Social Brasileiro.

O Estado só veio a se pronunciar com mais veemência no ano de 2003, com a instituição da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que tem desenvolvido projetos visando a inclusão social do negro. Esta Secretaria tem status de Ministério e está ligada à Presidência da República.

Apesar disso, as estatísticas do IBGE ainda registram grande desigualdade em relação a negros e brancos. Alguns exemplos referentes à educação são bastante significativos. Os dados mais recentes apontam a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais: 8,3% de brancos e 21% de negros.

A média de anos de estudo das crianças com 10 anos de idade ou mais é de quase seis anos para os brancos e cerca de 3,5 para negros. Enquanto 22,7% dos brancos com 18 anos ou mais concluíram o ensino médio, somente 13% dos negros fizeram ensino médio.

Segundo cronologia publicada no site da Seppir, o Quilombo dos Palmares surgiu a partir da reunião de negros fugidos da escravidão nos engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, em torno do ano de 1600.

Eles se estabeleceram na Serra da Barriga, onde hoje é o município de União dos Palmares (AL). Ali, devido às condições de difícil acesso, os rebelados puderam organizar-se em uma comunidade que, estima-se, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas.

Além de negros, muitos dos quilombolas eram índios e brancos pobres. Zumbi é considerado por muitos como o “Líder negro de todas as raças”. Segundo a socióloga, a vida de Zumbi, o rei do Quilombo dos Palmares, é pouco conhecida e envolta em mitos. Muito de sua história é objeto de polêmicas entre os historiadores.

“A criação desta data é de extrema relevância para o Brasil. Além de ser um momento de louvar o que representa Zumbi, é também ocasião para a reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da nossa nação”, afirma Márcio Servino, coordenador cultural da ONG Fonte, organização que visa à prestação de quaisquer serviços que contribuam para a defesa dos direitos dos cidadãos de classes sociais desfavorecidas, em especial atenção a afrodescendentes.

Ocorreram diversas ações de caráter sócio-cultural em cerca de 300 municípios espalhados por todo o país, com a finalidade de comemorar todo o significado acerca deste dia. Em Araraquara, por exemplo, realizou-se o Fenafro, Festival de Música e Arte Afro-descendente, o qual teve o principal intuito de exaltar as raízes culturais dos negros brasileiros.

O evento promoveu mostras musicais que exigiam dos músicos participantes composições com a temática afro-descendente. “Uma forma plausível de prestigiar a etnia negra, visto que os elementos rítmicos que compõem a música popular brasileira são de origem africana, como o samba, baião, xote, bumba-meu-boi, vaneirão, xaxado, maracatu etc”, declara Márcio Servino.

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