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Economia Solidária mobiliza mais de 20 grupos em São Carlos

Por: SARAH MASCARENHAS LUPORINI

05/10/2009

A sociedade civil organizada busca alternativas para garantir a sustentabilidade financeira. Em São Carlos existem mais de vinte empreendimentos com atividades econômicas nesta direção e já atingem alguns setores como a cultura.

A economia solidária propõe uma releitura de antigas práticas, como o escambo, mas com a valorização do trabalho humano através das trocas de produtos e serviços.

O modo de produção capitalista tornou-se excludente por valorizar o consumo desenfreado. Mas muitos buscam a melhoria na qualidade de vida para si e seus familiares, através de outra lógica de trabalho. Para isso organizam-se em grupos numa hierarquia de liderança horizontal através dos ideais da autogestão. Estes princípios autogestionários valorizam o humano e a divisão equitativa de renda, onde cada grupo define suas regras internas de trabalho.

Segundo Ioshiaque Shimbo, coordenador da INCOOP – Incubadora de Cooperativas Populares da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a adesão ao movimento e seus respectivos grupos sempre acontece “de maneira livre, esclarecida, espontânea e consciente, além de que as relações de parceria devem estabelecer-se o mais explicitada possível”. Shimbo acredita que só assim é possível entender e adotar estas praticas cotidianas. Os interessados agrupam-se como cooperativas, associações, os coletivos e outras formas de organização da sociedade civil.

No município de São Carlos existem cooperativas de serviço e produtos que estabelecem trocas para formação de uma rede de economia solidária. O trabalho colaborativo é importante, pois o poder do fluxo de troca, seja de produtos, serviços ou informações, promove a reflexão e proporciona a possibilidade de melhorar a condição de vida da sociedade. No setor da cultura dois grupos atuam neste movimento social, o Instituto Cultural Janela Aberta e o Massa Coletiva – Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura. Ambos estão aliados ao Centro Público de Economia Solidária e à INCOOP.

Estas organizações estão unidas para legitimar o movimento de economia solidária na cidade. Shimbo reforça que estas parcerias devem se estabelecer “da forma mais explicitada possível”.

No ano de 2009, a criação de uma moeda complementar que facilite as trocas solidárias entre os grupos ocupou o centro das discussões. Unidos, estes empreendimentos já organizaram ao longo do ano algumas ações para o fortalecimento da ECOSOL. No Carnaval o Massa Coletiva organizou a 1ª Feira de Cultura e Economia Solidária durante o Grito Rock 2009.

Outra atividade em que se envolveu toda rede foi no IV Encontro de Economia Solidária que aconteceu no mês de junho e discutiu a Lei que define o marco legal da economia solidaria.

Além disso, em meados de setembro aconteceu, no bairro Jardim Gonzaga, a 1ª Feira de Troca Solidária do Gonzaga e Monte Carlo,iniciativa dos grupos locais com a inédita utilização da Moeda Solidária.

O próximo passo será a 1ª Feira Micro Regional de Economia Solidária. Estarão presentes mais de trinta empreendimentos de todo estado de São Paulo, além do Fórum Paulista de Economia Solidária. Estas atividades integrarão o 3º Festival Contato, nos dias 10 e 11 de outubro.

Para se inserir no movimento é necessário procurar os atendentes do DAES – Departamento de Apoio a Economia Solidária. Este órgão funciona no Centro Público de Economia Solidária, localizado na Rua José Bonifácio, 885 no centro de São Carlos.

Cooperativas em início de atividades podem obter informações e orientações na INCOOP, localizada na área norte do campus da Universidade Federal de São Carlos. Nos sites da Prefeitura Municipal e da UFSCarj também há links para a INCOOP.

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