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Policial de Barra Bonita serve no Timor Leste

Por: ARIELE FERNANDA DE PAIVA

08/05/2009

O tenente da Polícia Militar Alex Coschitz Terra, 32 anos, que trabalha na 2ª Companhia de Barra Bonita, chegou ao Timor Leste nesta sexta feira,8 de maio, para uma missão policial de paz da ONU.

Antes de partir o tenente Alex já imaginava o dia do desembarque em Timor. Lá ele receberia uma boina azul e um distintivo da ONU. Trocaria a bandeira do Estado de São Paulo pela do Brasil no braço do uniforme. Mas usaria a mesma farda da PM paulista e a mesma pistola "ponto 40" que carrega em Barra Bonita.

Para embarcar na missão, o policial participou das seleções do Exército para oficiais de policia de todo o Brasil. Prestou concurso de seleção em Belo Horizonte e Recife, passando por provas de inglês, tiro e direção de veículo "off road".

Após ser considerado apto, o cadastro de Alex ficou num banco de dados do Exército. Assim que a ONU abriu vagas para missões policiais ele foi chamado.

Definido que viajaria, Alex começou a pesquisar sobre Timor e a compartilhar as informações com a família. É um trabalho de preparação psicológica.

A viagem começou no aeroporto de Guarulhos, de onde partiu num voo comercial com escalas em Buenos Aires (Argentina) e Sidney (Austrália). A chegada a Díli, capital de Timor, estava prevista para 8 de maio, sexta feira.

Alex Terra poderá trabalhar nas ruas ou num setor administrativo, porem ressalta: “A nossa missão é policial, diferente do que costumamos ver nos noticiários que mostram as tropas do Exército se preparando. Já teve tropas brasileiras no Timor Leste, mas apesar de ser a mesma missão, a destinação de cada um é diferente. Acredito que nosso trabalho vai variar entre uma função operacional, um trabalho de coordenação de atividades de rua ou atividades administrativas gerenciais, mas considero que o país não seja de alto risco para a minha integridade física”.

Perguntado, antes de viajar, se sentia medo ou frio na barriga, Terra disse que não porque considera estar preparado para encontrar situações diferentes. Mas não negou uma certa apreensão com a viagem. "Estou indo rumo ao desconhecido, é uma realidade totalmente diferente da que conheço e vivo no dia a dia. Só de fuso horário são 12 horas de diferença. É do outro lado do mundo. São 30 horas de voo”.

O nome da missão é UNMIT (United Nations Integrated Mission in Timor Leste).

O país fica no sudeste asiático, ao norte da Austrália. Descoberto em 1512, foi colônia de Portugal até 1975 mas só teve a independência reconhecida em 2002. A língua mais falada em Timor Leste era o indonésio no tempo da ocupação Indonésia sendo hoje o tétum (mais falado no Capital). O Português e o tétum formam as duas línguas oficias do país que abriga aproximadamente 1,1 milhão de habitantes.

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