Ageuniara

Especialista analisa efeitos da crise econômica americana

Por: ADRIEL MANENTE FRANCISCO

15/10/2008

O economista e especialista José Luis Francisco,de Araraquara(SP),analisa a crise econômica americana, que começou há pouco mais de um ano e já afetou boa parte da Europa. O Brasil começa a sentir seus efeitos agora. Muitos bancos por lá acabaram por falir e o principal efeito que isso gera no mercado brasileiro é a falta de crédito.

Para Francisco o que levou a crise foi uma grande concentração de operações bancárias (alavancagem financeira), realizadas pelos bancos americanos à população, em forma de crédito imobiliário e, com a inadimplência dos tomadores desses recursos, colocaram os bancos em situação de aperto de liquidez e perda de credibilidade perante o mercado, o que está levando muitos deles a insolvência total (quebra).

Francisco acredita que a crise pode afetar o mercado brasileiro no sentido de conciliação de crédito.“As empresas exportadoras são demandadoras de operações bancárias em moeda estrangeira (dólar), para isto os bancos nacionais captam recursos dos bancos estrangeiros para repassarem a essas empresas. Com a crise, os bancos internacionais deixam de emprestar aos bancos nacionais, e estes deixam de emprestar as empresas exportadoras, portanto elas perdem uma grande alternativa de financiamento do seu capital de giro”, analisa Francisco.

O especialista ainda faz a ressalva que para as empresas multinacionais a crise também tem seu lado positivo, que com ela se aumenta a lucratividade. “Nem tudo é ruim para essas empresas, pois com a crise o dólar sobe (o Real desvaloriza) e como elas tem suas receitas obtidas em dólar, passam a ter suas receitas aumentadas pela desvalorização do Real”,pondera.

O Banco de investimentos americano “Lehman Brothers”, fez um pedido de concordata (período para estabilizar-se financeiramente)."Isso acaba afetando a economia brasileira", afirma o especialista.“Todos os grandes bancos e fundos de investimentos estrangeiros, são investidores maciços do mercado financeiro e de capitais do Brasil. Com a crise estes investidores se retraem e pior, resgatam suas aplicações para cobrirem perdas que possa haver no seu país de origem, com isso o Brasil perde porque esses capitais (sem Pátria) retornam para suas origens. Pois mesmo sendo capitais especulativos, geram riquezas para o Brasil”, completa.

Ele não acredita que a agitação política sofrida pelos norte-americanos influa sobre a crise econômica. “No meu entendimento, os dois candidatos americanos estão usando os fatos para apoiarem suas campanhas políticas, se colocando numa situação de críticos. Na minha visão, o quadro político americano nem ajuda e nem piora a crise financeira”,conclui.



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