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Novas casas de Bocaina são ecologiamente corretas

Por: RAFAEL DA SILVA PELOSO

03/10/2008

As casas construídas no bairro Nova Bocaina II são ecologicamente corretas. A matéria prima usada na construção é um tijolo de isopor. Além do isopor, as casas terão aquecedor solar para diminuir o gasto de energia elétrica e calçadas ecológicas, com espaço para plantar grama e árvores.

As obras começaram no início do mês de setembro e têm previsão de término para dezembro de 2008. O conjunto de dez casas resulta de uma parceria da Caixa Econômica Federal com a Prefeitura de Bocaina.

As casas terão 36,65 m²; sendo um dormitório, sala, cozinha e banheiro. O projeto "Sonho Meu" beneficiará famílias com renda até um salário mínimo cadastradas pela Assistência Social de Bocaina.

O bloco de EPS (poliestireno expandido), o popular tijolo de isopor, é um isolante térmico e acústico. Esse material permite construir em menos tempos e a casa é mais resistente do que as construídas pelo método convencional, com tijolos de cerâmica.

Para erguer uma parede com os tijolos de EPS basta encaixar os blocos e preenchê-los com cimento. Além do cimento, o preenchimento dos blocos também recebe ferragem. “Os blocos são como moldes; depois de encaixados, nós preenchemos com a ferragem e o cimento”, explica a engenheira da Prefeitura, Mia Megna Diegues. Com um metro cúbico de cimento é possível fazer dezessete metros quadrados de parede.

O preenchimento com ferro e concreto torna o bloco de EPS mais resistente que as paredes feitas com tijolos de cerâmica. A facilidade de encaixar e preencher os blocos torna as obras com blocos de EPS mais rápidas. “Nós não ganhamos tempo apenas no levantamento da casa, na hora de cortar a parede é utilizado um ferro quente”, relata Mia.

As obras ecologicamente corretas são 50% mais rápidas do que as obras de alvenaria.

Para a parede de isopor receber o reboco é necessário colar uma tela de PVC. A tela é parecida com as usadas nos viveiros e é aplicada com uma resina polimérica. “O bloco de EPS tem facilidade para o acabamento em gesso, mas nessas casas o reboco será o convencional”, diz a engenheira.

O custo do material para uma construção ecologicamente correta é mais caro, porém na mão-de-obra o custo é menor. A redução no tempo da construção e a redução da mão-de-obra tornam esse tipo de construção mais viável.

Segundo Mia, o preço cotado para fazer as mesmas casas de alvenaria era de R$ 600 o metro quadrado; nesse método o metro quadrado custou R$ 450. Uma redução de 25% no custo final.

Para a professora de Biologia da Escola Estadual Capitão Henrique Montenegro, Rosana Caetano Baldani, as construções ecologicamente corretas são uma forma de controlar o desequilíbrio do mundo. “As construções ecológicas são a saída para controlar o desequilíbrio que nós causamos no mundo, mas infelizmente ainda é inacessível para a maioria das pessoas”, diz a professora.

As casas do bairro Nova Bocaina II não são as primeiras obras ecologicamente corretas de Bocaina. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Estela Moreto, construída no final de 2007, foi a primeira a utilizar esse método na cidade.

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