Ageuniara

Homens são alvo de campanha nacional de vacinação

Por: FERNANDO SCHIMIDT PEREIRA

26/08/2008

O Ministério da Saúde iniciou no dia 9 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola. A iniciativa, que vai até 12 de setembro, tem o intuito de imunizar 70 milhões de homens e mulheres durante sua vigência.

Pela primeira vez numa ação desse porte, o foco é a população masculina que, em 2007, registrou 70% de casos no país. A vacina, que também protege contra o sarampo, está sendo aplicada em homens e mulheres entre 20 e 39 anos de idade.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, as campanhas de vacinação em massa realizadas em 2001 e 2003 não conseguiram interromper a circulação do vírus e a conseqüência disso foi a ocorrência de surto em 2006 que se estendeu por 2007.

A rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus que atinge principalmente as crianças. Provoca sintomas como manchas pelo corpo, febre, perda de apetite, tosse e dor nas articulações.

Sintomas que foram sentidos pela dona de casa Rosana Moreira do Nascimento, em 1992. “Só percebi que poderia ser rubéola quando um vermelhão apareceu na minha pele”.

Mas, o que a dona de casa não sabia é que a doença poderia complicar sua gestação e deixar seqüelas para sempre em seu filho.

A enfermeira Ana Maria Aguirre, pesquisadora da área de epidemiologia, explica que no caso de contágio durante a gravidez “a mãe pode ser vítima de um aborto ou a criança pode nascer com síndrome da rubéola congênita”.

As conseqüências da síndrome podem ser: deficiências auditivas, lesões oculares, malformações cardíacas e alterações neurológicas, além de um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dependendo do tempo de gestação no momento do contágio.

Ao ser diagnosticada a doença, Rosana teve que seguir à risca todas as prescrições médicas e sua gravidez foi assistida de perto por um infectologista e pelo seu obstetra.

Após o nascimento de Eduardo, a dona de casa disse que voltou a sorrir. “Só de olhar vi que ele era saudável. Hoje ele tem 16 anos e é um grande jogador de futebol. Possui somente uma pequena deficiência auditiva que não dificulta seu dia a dia”.

A enfermeira Ana Maria Aguirre adverte que os exames laboratoriais são imprescindíveis para o estabelecimento do diagnóstico

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