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Temperatura de Araraquara é maior no centro

Por: FÁBIO MAGDALENA MICELI

21/05/2008

Pesquisa do trabalho de conclusão do curso de Geografia de Fabrício Ismael Aud Caruano, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente, aponta que a temperatura registrada em Araraquara é, em média, maior no centro da cidade do que na área rural.

Com um termômetro digital acoplado na lateral de um carro e preso a uma haste de madeira a 1,5m de comprimento, os índices de temperatura foram aferidos durante quinze dias (2 a 23) do mês de fevereiro de 2006. “Para que o estudo seja representativo, foi necessário fazer o mesmo percurso durante os dias numa velocidade que variou entre 30Km/h e 40Km/h, em que o tempo total de coleta dos dados não ultrapassou uma hora e foi feita entre 21h e 22h, horário em que há uma estabilidade atmosférica”, afirma Fabrício.

A análise da pesquisa teve uma abordagem geográfica da cidade que, além dos elementos de ordem meteorológica da atmosfera (temperatura, umidade do ar, velocidade do vento, precipitação), leva em consideração também os elementos da paisagem urbana: quantidade e tipos de construções, vegetação arbórea, praças e áreas verdes, altitude das áreas percorridas (a zona oeste da cidade é cerca de 25m mais alta do que a zona leste).

O objetivo da pesquisa foi analisar e identificar possíveis diferenças térmicas noturnas no centro da cidade, em comparação com os limites da zona urbana, num percurso determinado pela sua heterogeneidade paisagística, num recorte oeste-leste. Os resultados mostraram que houve diferenças importantes de temperatura entre os pontos analisados, verificando-se uma amplitude(diferença entre a temperatura máxima e a mínima) de até 7,2°C num dos dias da coleta de dados. Por outro lado, durante dias de instabilidade atmosférica a região central nem sempre apresentou as maiores temperaturas devido à força do vento e do maior número de prédios que formam túneis de vento, diminuindo a temperatura.

O pesquisador alerta que o crescimento desordenado e acelerado contribui para uma má utilização e ocupação dos solos e, ainda, para a diminuição e desatenção em relação às áreas verdes das cidades, responsáveis naturais por uma menor diferença de temperatura entre a cidade e o campo.

“Falta ainda a figura do geógrafo em projetos de estrutura urbana e rural. Só assim esses projetos poderão ser considerados realmente estratégicos e contribuir para o crescimento ordenado do espaço, respeitando as variantes geoambientais nessa dinâmica", defende o geógrafo Fabrício Aud, chamando atenção para a importância e necessidade da sua profissão.

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