Ageuniara

Cidades estudam criação de consórcio intermunicipal para o lixo

Por: PAULO CELSO CHIARI

13/03/2008

No final de fevereiro, representantes de diversas cidades da região estiveram reunidos,na prefeitura de São Carlos(SP)para definirem propostas para um melhor destino do lixo doméstico.

Além dos representantes de Araraquara(SP)e São Carlos,as duas maiores cidades da região, participaram secretários de Ibaté, Motuca, Rincão e Itirapina.O objetivo é criar um consórcio intermunicipal para gerenciar a destinação dos resíduos sólidos e lixo doméstico.

Pela proposta,todas as cidades pagariam um valor para cuidar do lixo que teria um destino correto de acordo com as leis ambientais e resolveriam os problemas dos aterros sanitários.

As discussões sobre um consórcio começaram quando o aterro de São Carlos atingiu a capacidade máxima e os materiais tiveram de ser destinados para Guatapará(SP).Araraquara também enfrenta uma situação parecida.

A iniciativa de mandar os dejetos para outra cidade foi necessária, pois, na época São Carlos não conseguiu autorização de órgãos ambientais para a construção de uma nova célula.

Já em Itirapina, o secretário de obras, José Roberto Manduca, explica que o município tem uma área licenciada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), mas todas as vezes que têm que abrir uma nova vala os gastos envolvem cerca de R$ 180 mil por vala.

Para ele, participar do convênio será uma vantagem principalmente quanto à preservação do meio ambiente e o município gastaria bem menos.

Segundo Silvano Silvério, Diretor da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, com o plano regional, a intenção é destinar cada vez menos resíduos para o aterro e incentivar ainda mais a reciclagem.

O consultor do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Henrique do Nascimento, salienta que as cidades envolvidas têm grandes chances de implantar um projeto desse porte e que, no próximo mês, um diagnóstico sobre a atual situação dos resíduos será realizada na região. A intenção é que o projeto fique pronto em junho.

Depois de análise, o governo federal vai estabelecer algum tipo de financiamento para as obras. Até o momento a área para a construção do aterro coletivo não foi definida.



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