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Projeto estuda a recuperação de prédios em grandes centros urbanos

Por: TÁRCIO MINTO FABRÍCIO

09/11/2007

O projeto Reabilitação de Edifícios em Áreas Centrais para Habitação de Interesse Social, REABILITA, acaba de concluir sua primeira etapa. A iniciativa visa auxiliar o planejamento de ações de recuperação de edifícios de grandes cidades possibilitando a implantação de moradias populares. O projeto faz parte do programa de Tecnologia de Habitação da Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

As habitações de interesse social agrupam uma série de alternativas e de soluções ao oferecimento de moradia às classes sociais menos favorecidas. Entre os conceitos envolvidos no oferecimento desse tipo de habitação estão incluídos os serviços urbanos. Estes serviços atendem aos interesses coletivos, como o abastecimento de água, a coleta de esgoto e o acesso ao transporte coletivo.

Outro aspecto levado em conta no processo é a disponibilidade de infra-estrutura que atenda as demandas apresentadas pelos serviços urbanos. Nesse caso é avaliado o acesso físico a redes de água, esgoto e energia bem como à malha viária. O último dos fatores relacionados diz respeito à proximidade dos locais avaliados a equipamentos sociais que compreendem edificações e instalações destinadas à educação, saúde e lazer.

O projeto REABILITA levantou nos últimos dois anos experiências relativas aos processos de recuperação de edifícios em três grandes capitais do País. Os estudos foram conduzidos em São Paulo, Salvador e no Rio de Janeiro.

Uma das justificativas para a pesquisa é o grande número de prédios abandonados ou sub-utilizados nos grandes centros urbanos e que podem servir como habitações de interesse social. Segundo estimativas, o número de domicílios abandonados no Brasil alcança seis milhões.

A pesquisadora da USP Mércia Bottura de Barros, uma das coordenadoras do projeto, conta que o REABILITA é desenvolvido em forma de rede, com pesquisadores da USP, da UFRJ e da Universidade Católica de Salvador. Ela explica que a primeira etapa do projeto buscou delimitar quais diretrizes deveriam ser utilizadas na recuperação desses espaços urbanos. “O resultado foi utilizado na elaboração de um manual de como buscar financiamento, como trabalhar com a questão da legislação e quais as melhores tecnologias a serem aplicadas”, conclui.

A também pesquisadora da USP Valéria Bomfim explica que em cada uma das cidades estudadas foram definidos quatro edifícios com projetos que atendiam ao perfil proposto para reabilitação. Ela conta que cada uma das equipes foi responsável por identificar as demandas e as políticas aplicadas nesses projetos.

Nesse sentido, foram identificados como principais dificuldades na implantação dos projetos o alto custo de aquisição dos imóveis pela sua localização em áreas centrais e a dificuldade em relação às instalações elétricas e hidráulicas dessas edificações. Outro aspecto negativo encontrado foi a utilização de tecnologias construtivas convencionais de custo elevado. Além disso, a pesquisa prevê a necessidade de um acompanhamento com a população presente nessas áreas. “A gente recomenda um acompanhamento junto a esses grupos sociais para estabelecer conjuntamente soluções para as demandas encontradas”, ressalta Valéria.

A pesquisadora também comenta que o projeto contou com parceiros como empresas, construtoras, financiadoras e movimentos sociais. A pesquisadora acredita que a recuperação dessas edificações não deve ser encarada como uma solução para crise habitacional existente nos grandes centros urbanos. No entanto, enxerga a reabilitação como uma das alternativas que podem minimizar o problema. “Não é a solução dos problemas, mas sem dúvida é um dos caminhos para criar uma condição de vida melhor para essa população excluída”, conclui.

O REABILITA entra agora na sua segunda etapa, com o interesse dos pesquisadores direcionado à inovação tecnológica na recuperação dos edifícios. Além disso, as pesquisas tem se voltado para o levantamento de custos da implantação dos projetos de reabilitação. “Agora o projeto está voltado a determinar exatamente quanto custa esse tipo de obra e quais partes da construção tem um peso maior”, salienta Mércia.

Ela também explica que o alto custo das obras é um dos fatores que tornam inviável a recuperação de um número maior de edifícios. A pesquisadora acredita que, sob o ponto de vista econômico, a prática deverá se tornar comum devido à elevação dos custos de demolição e de descarte dos resíduos de construções antigas.

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