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Jogos contribuem para vício em internet

Por: FABIANA DE PAULA

07/11/2007

Os recursos tecnológicos e a computação gráfica contribuíram para a formação de uma nova geração de pessoas consideradas “viciadas” em internet.

Em geral, esse grupo é formado por pessoas que não possuem vida social ativa e que dedicam a maior parte do seu tempo a jogos e sites de relacionamento. Elas deixam de freqüentar bares e festas, atividades comuns entre os jovens, para passar horas em casa em frente ao computador.

O estudante de jornalismo Thiago Diniz, 21 anos, fica em média seis horas por dia conectado na internet, tempo este que aos finais de semana pode aumentar para dez horas. Seu interesse é voltado quase que exclusivamente aos jogos, paixão que adquiriu depois que ganhou seu primeiro vídeo game, um Atari, aos 7 anos de idade. “Eu amo computadores, boa parte da minha diversão de vida está neles”, diz.

Já o Técnico em Informática, Cristiano Oliveira de 29 anos, além de passar grande parte do tempo jogando, utiliza o computador para assistir filmes, navegar em sites de tecnologia e conhecer pessoas em salas de bate-papo.

Ele passa cerca de 8 a 10 horas por dia diante do computador e atribui o interesse a sua profissão pelo amor aos jogos. “O interesse surgiu dos vídeo games, desde o Atari 2600, com a curiosidade em saber como os jogos eram feitos”, afirma. Oliveira viveu mais de dois anos no Japão, onde a solidão é uma característica comum aos brasileiros que saem do país em busca de melhores condições de trabalho.

Lá, enquanto não trabalhava, ele passava a maior parte do tempo em casa ou em lojas especializadas em vídeo games.

Em fóruns na internet, essas pessoas conhecem outras com hábitos parecidos, o que facilita o relacionamento, pois supera facilmente barreiras como a timidez. Na maioria nunca as encontram pessoalmente.“O relacionamento é virtual mesmo, tenho contatos que conheci há 4 ou 5 anos, e até hoje nunca os vi”, confessa ele que freqüenta as salas de bate papo de duas a três vezes por semana.

Há casos de pessoas que utilizam a internet acima de tudo como ferramenta de trabalho. O designer Rui Barbosa, 26 anos, passa em média 12 horas por dia conectado a rede em busca de referencias e atualizações. No trabalho utiliza programas de bate papo para troca de informações e sites que disponibilizam vídeos como fonte de pesquisa. “Passo a maior parte do dia na internet mas faço o que gosto, então isso ameniza”, comenta ele que também é aficionado por jogos desde que ganhou um Atari na infância.



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