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Pesquisador de Minas Gerais desenvolve métodos de arte-educação com quadrinhos

Por: TÁRCIO MINTO FABRÍCIO

25/10/2007

O Professor da Universidade Vale do Rio Doce, João Marcos Mendonça, utiliza as histórias em quadrinhos no ensino de artes nas escolas. Formado em Belas Artes, o primeiro desafio de Mendonça foi buscar argumentos para demonstrar que os quadrinhos são uma expressão artística contemporânea.

Em sua dissertação de mestrado, defendida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o pesquisador determinou quais elementos, presentes nos gibis, podem ser considerados artísticos. Mendonça comenta que o preconceito contra os quadrinhos como expressão artística vem atrelado a uma concepção elitista de arte.

Para o pesquisador, essa visão foi fomentada pela forma como os quadrinhos surgiram no final do século XIX, nos jornais dos Estados Unidos. Como as tiras eram produzidas em meios de comunicação de massa, seu valor como obra de arte era colocado em segundo plano. Aliada a isso, a incipiente tecnologia dos meios de reprodução não permitia o alcance de uma boa qualidade estética.

A partir da definição desses conceitos, Mendonça analisou o livro "Persépolis", que apresenta em forma de quadrinhos a autobiografia da artista plástica iraniana Marjane Satrapi. Na investigação, o pesquisador buscou nessa obra elementos que contrariassem as concepções que minimizam a importância desse tipo de arte.

O pesquisador conta que a escolha desse livro foi baseada na perspectiva de localizar aspectos que conceitualizam a arte contemporânea. “O desenho, a composição a diagramação revelam toda a formação cultural da autora. É o que se espera da arte hoje, a expressão daquilo que a pessoa é e do meio onde ela vive”, explica.

Mendonça partiu da sua experiência na realização de oficinas de criação de quadrinhos para desenvolver métodos que transportassem os conceitos artísticos estudados em sua pesquisa para o cotidiano do ensino de arte.

Na sua atividade didática, o pesquisador busca mostrar que qualquer pessoa tem a capacidade de desenhar. “A arte é como qualquer outra área do conhecimento e sendo assim ela pode ser aprendida”, defende. Nesse sentido, ele comenta que o processo tem um impacto como estímulo criativo. “Não importa se o desenho é bom ou se é rabiscado, eu defendo que a arte só funciona quando o indivíduo, criança ou adulto, desenvolve a habilidade de se expressar”, conclui.

A partir da quebra da barreira da expressão pelo desenho, o método de Mendonça inclui a aplicação dos outros mecanismos envolvidos na concepção de uma história em quadrinhos. “Eu trabalho com a questão da linguagem dos quadrinhos e para aprender é preciso valorizar a criação em todo o processo. Por isso nas aulas os participantes executam todas as etapas de produção e todos criam seus próprios personagens e gibis.

O pesquisador afirma que ao final das práticas é evidente uma alteração na percepção de mundo dos participantes. A partir disso, os alunos passam a compreender melhor não só os quadrinhos, como também outras formas de arte. Além de pesquisador na área, Mendonça também trabalha como chargista e cartunista. Neste ano, seu trabalhado foi premiado com o trófeu HQ MIX, considerado o Oscar brasileiro dos quadrinhos.

Mendonça participou ontem (18/10) de uma mesa-redonda sobre arte-educação no Quinto Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Esse festival é considerado o maior do gênero na América Latina e, neste ano, tem como temática principal as produções japonesas em quadrinhos.

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