Ageuniara

Programa ajuda alunos e profissionais no tratamento de prematuros

Por: VINICIUS COBUS SACCOMANI

14/09/2007

O software educacional (programa para computador) desenvolvido pela enfermeira Luciana Mara Monti Fonseca, como tese de seu doutorado pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, está aproximando da realidade estudantes e profissionais da área médica no tratamento e assistência a bebês prematuros.

O material multimídia tem a proposta de auxiliar na formação de enfermeiros e na capacitação de profissionais, já que existe uma escassez de material didático-pedagógico sobre as técnicas que envolvem este tipo de tratamento. A insegurança e falta de destreza e de familiaridade dos estudantes com as características do recém-nascido prematuro também serviram de estímulo para que o software fosse desenvolvido.

Luciana comenta que o programa permite ao aluno e/ou profissional encurtar a distância entre a teoria e a prática. “A maneira de colher os dados e estudá-los (semiotécnica e semiologia) ficam distantes da prática; o uso desta tecnologia pode oferecer uma nova forma de ensino, mais perto da realidade”, completa.

A nova tecnologia apresenta três etapas na explicação didática. A primeira parte utiliza fotos, figuras, vídeos e sons. Conceitos teóricos e práticos das técnicas usadas na avaliação clínica também são apresentados nesta primeira etapa da explicação.

Em seguida, o material apresenta avaliação clínica prática, onde, por meio de vídeos reais feitos por alunos de enfermagem, o recém nascido, o ambiente e a família são inseridos no aprendizado.

Segundo Luciana, os vídeos permitem ao usuário perceber a infinidade de características específicas dos bebês prematuros. “O contato com os recém-nascidos só é praticado em estágios. O aprendizado se concretiza com o tempo; isso aumenta a possibilidade de uma assistência errada por parte do aluno”.

A última parte do software simula problemas e complicações que o usuário encontra na prática. Os conhecimentos gerais adquiridos são testados em 143 questões de múltipla escolha. “Se o usuário acertar cerca de 70% das perguntas, o aprendizado pode ser considerado adequado”, avalia Luciana.

Para o médico obstetra Marco Aurélio Cichon, o programa pode agregar muito ao cuidado dos bebês prematuros, mas precisa ser direcionado não só a profissionais como também às pessoas que lidam com esses recém-nascidos. “O tratamento da família é tão importante quanto dos médicos; esse método deve ser acessível a todos”, recomenda.

O material é voltado para a comunidade médica. Porém, a aproximação dos familiares com o software, para entender algumas características físicas e comportamentais do seu bebê, seria ótima, define Luciana.

Vale lembrar que uma cartilha, produto de tese de mestrado da enfermeira, foi desenvolvida para as famílias no cuidado dos prematuros. Ela tem distribuição gratuita mediante solicitação pelo e.mail lumonti@eerp.usp.br e a versão online pode ser encontrada no site do Ministério da Saúde.

Exemplares do software podem ser encontrados, em CD-ROM juntamente com a tese, nas bibliotecas de universidades, onde os trabalhos defendidos na USP são disponibilizados. O material ainda não está sendo distribuído, pois sua implementação é parte do projeto de pós-doutorado de Luciana, que tem como objetivo transformar o software em linguagem compatível com a internet, para ser disponibilizado na rede.

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