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Taquaritinga registra queda no índice de emprego

Por: NATÁLIA FERNANDA NUNES

25/04/2007

Os Municípios que têm a economia baseada no setor citrícola registraram queda no índice de emprego,nos últimos meses, por causa do final da colheita.

Matão,Bebedouro e Taquaritinga demitiram mais 4,6 mil pessoas, segundo último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no mês passado.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga(SP, Marco Antonio dos Santos, neste período começa a contratação de safristas imigrantes para a safra de cana-de-açúcar, que começa este ano e termina em 2008 e a contratação de safristas da região para a colheita de laranja.

Segundo Santos, o grande problema da entressafra são as indenizações trabalhistas, conhecidas como seguro- desemprego, que ocorre no fim da safra. Ele diz que quando os safristas são dispensados recebem o seguro-desemprego durante cinco meses.

“Durante estes meses eles não podem trabalhar, pois não podem ser registrados, para trabalharem legalmente. O que dificulta a contratação de pessoas para a safra da goiaba e do limão, que começam logo depois da safra de cana",observa.

Reclamações

A respeito de reclamações dos safristas contra as usinas ele informa que “toda safra que envolve oito mil trabalhadores sempre existe alguma ação trabalhista contra as usinas, a mais freqüente é o afastamento por problemas na coluna”.

Mas não são apenas os trabalhadores que sofrem nesse período, o comércio também é um pouco afetado.“Existe uma redução de aproximadamente 20% nas vendas, mas não afeta a saúde da empresa", diz o gerente da J. Mahfuz de Taquaritinga, Vitor Hugo Vetori.

Segundo ele os safristas compram aparelhos de som, TVs e Dvds, por “impulso”, ou seja, “o cliente vem até a loja e gosta do produto.Por isso as principais vendas são nas linhas de áudio e vídeo e são poucas as exceções de safristas que ficam com o saldo devedor na loja”, completa ele.

Um empreiteiro, cujo nome não quis divulgar, afirma que por um lado o período da entressafra é muito esperado pelos empreiteiros, “pois é nesse período que temos um descanso, mas por outro lado é muito ruim, pois não temos nenhum ganho para no mantermos” diz ele.

A respeito da sobrevivência na entressafra diz que não dá para sobreviver com o que ganham na safra, porque os gastos são altos e na maioria das vezes não sobra nada. “O que nos ajuda muito é o seguro-desemprego que temos a cada doze meses de serviço, lembrando que a safra dura de seis a sete meses” completa o empreiteiro.

De acordo com safrista José Antonio Bezerra da Silva, é difícil a sobrevivência no período da entressafra, pois como recebem o seguro desemprego durante cinco meses, não há como serem contratados em outro emprego.

O que mais dificulta, segundo ele, é o nível de aprendizado, pois a maioria dos empregos exige estudo.Como não apresentam o grau de escolaridade exigido, são obrigados a esperar a próxima safra.

“Aí temos que ir embora e voltar só na safra de novo, porque não dá para ficar aqui recebendo só o seguro”, desabafa Silva.

Taquaritinga é a principal produtora de frutas do estado São Paulo, sua economia é baseada na agricultura (Cana-de-açúcar, laranja, limão, goiaba e outras frutas) e serviços.



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