Ageuniara

O grafite em Jaú ainda sofre preconceito mas gera renda

Por: ALINE CASSARO

08/11/2006

Embora não exista em Jaú um local que regulamente a arte do grafite, essa forma de expressão já está presente na cidade e no dia-a-dia de muitos que através dela garantem um aumento no orçamento familiar.

Os grafiteiros da cidade têm oportunidade de divulgar essa arte apenas através de lojas que vendem artigos radicais como William Radical, Hot Line, 50 Mil Manos, entre outras, pois os proprietários solicitam esse tipo de serviço na fachada de seus estabelecimentos.

João Domingues, proprietário da William Radical, frequentemente solicita grafite para sua loja. Atualmente em sua fachada estão os grafites de garotos em skates e com variados estilos de roupas, como lenços sobre a cabeça, alguma coisa em quadriculado, tudo voltado ao estilo hip-hop.

Em diversos locais de Jaú há muito grafite presente, como é o caso do Jardim Padre Augusto Sani, onde residem Type e Déio, grafiteiros há oito e três anos, respectivamente, os quais vêem no grafite um ganho extra e um hobbie. Type trabalha no setor calçadista e Déio com tornos e, quando solicitados, disponibilizam um tempo para o grafite.

De acordo com eles, a falta de apoio e o preconceito prejudicam uma melhor divulgação dessa arte. “Muitas pessoas nos julgam como marginais e chegam até a fechar o portão em nossas caras quando pedimos o muro para fazer um grafite. Ao contrário disso, só queremos mostrar o valor da arte”, dizem.

Quando trabalham para lojistas, os valores de cada grafite variam de acordo com a necessidade do cliente. Se o grafite for de autoria do próprio grafiteiro, o preço fica em torno de R$ 60. Quando o cliente pede a reprodução de um desenho específico, o preço chega aos R$ 170, explica Déio.

Latas de spray, rolos de espuma, tinta látex, compressores de ar, tinta esmalte e tiner são os materiais utilizados nos grafites.

Segundo o Diretor do Patrimônio Histórico da cidade de Jaú, Ricardo Dal Bó, não há nenhuma legislação específica para esse assunto. No caso de Jaú é proibido qualquer tipo de grafite em patrimônios históricos e prédios públicos.

No caso de grafite em muros de residências e fachadas de lojas, só é permitido quando autorizado pelo proprietário.

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