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Centro de Ressocialização de São Carlos poderá ter 280 vagas

Por: ANTONIO MARCOS SIMONETTI

19/09/2006

A área oferecida pela prefeitura de S. Carlos para a construção do Centro de Ressocialização (CR) é de cinco alqueires. A obra deve ocupar um alqueire e meio a um custo que pode variar entre R$ 4 e 6 milhões, a ser bancado pelo governo do Estado. O centro poderá dispor de 280 vagas para detentos. Deve ser construído também um Centro de Detenção Provisória (CDP) anexo ao CR.

Os técnicos da Secretaria de Administração Penitenciaria (SAP) conheceram as condições do terreno. Para Apolo Imaguma, engenheiro da SAP, visualmente o terreno conta a infra-estrutura necessária para a construção do CR, mas será feito um estudo completo da área. Se aprovada, a obra deve ser concluída entre 6 e 8 meses.

Enquanto isso, a cadeia de São Carlos vai passar por uma reforma parcial para receber os presos em flagrante. A reconstrução vai ser feita pela prefeitura. A proposta da empresa vencedora da licitação foi de R$ 137.958,50, o prazo para execução das obras é de 60 dias, a partir da assinatura do contrato. Segundo Stella Martins, assessora de imprensa, a prefeitura vai tirar dinheiro de algum projeto que pode esperar.

A cadeia estava superlotada e foi totalmente destruída na última rebelião em junho. Das dez celas apenas uma continuou com grades. As paredes foram quebradas, as instalações elétricas eram improvisadas e os banheiros não tinham condições de uso. De acordo com o diretor da cadeia, Edmundo Ferreira Gomes, em agosto todos presos foram transferidos para cadeias da região e as pessoas presas em flagrante durante o período da reforma serão encaminhadas para cidades vizinhas.

Marcos Cesar Borges, delegado seccional, diz que depois de concluída a obra do CR e do CDP a cadeia será desativada. Segundo ele, o local é impróprio para abrigar presos por estar dentro da cidade, rodeado de casas, perto da UFScar e do futuro hospital escola que esta sendo construído. O prédio será ocupado pela policia para atividades administrativas.

Já a nova área fica cerca de três quilômetros da zona urbana e é aprovada no plano diretor da cidade. O delegado seccional destaca a importância da construção do CR, já que os detentos que passarem pela triagem e forem encaminhados para o CR vão gastar seu tempo trabalhando, gerando renda e realmente se ressocializando.

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