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Pesquisa da UFSCar reduz teor de cobre em bebidas destiladas

Por: MARLON RODRIGO TAVONI

29/08/2006

Uma pesquisa desenvolvida na UFScar - Universidade Federal de São Carlos, deve beneficiar o mercado da cachaça brasileira, graças à descoberta de um processo que reduz o índice de cobre nas bebidas alcoólicas destiladas.

A pesquisa pode ser a saída para muitos produtores que enfrentam dificuldades para exportar seus produtos por causa das exigências do mercado internacional.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores usam um método simples e de baixo custo, adicionando calcário ou mármore em pó na aguardente, após a destilação.

Essa mistura, após duas horas sendo agitada, reduz o teror de cobre na bebida. Em seguida, um teste confirma a ausência do metal usando um reagente químico e vitamina C.

De acordo com a pesquisadora Andréa Pinto de Oliveira, depois do tratamento o teor de cobre foi reduzido a zero e não foram constatadas alterações no sabor e na cor da bebida. O mármore ou o calcário adicionado reage com o cobre e é retirado num processo de decantação.

A presença de elevadas concentrações de cobre, que passa para a aguardente na hora da destilação, é prejudicial à saúde, podendo provocar mal de Alzheimer e até alguns tipos de câncer.

Pela legislação nacional, é permitida a quantidade máxima de até cinco miligramas de cobre por litro na bebida, mas em outros países esse teor é de no máximo dois miligramas, valor alcançado pelos pesquisadores.

A pesquisa pode ser a saída para as dificuldades que os produtores têm para exportar.

O produtor Luiz Vanalli tem um sítio com 17 hectares exclusivo para o plantio de cana. Há mais de vinte anos, a família de seu Luiz produz cachaça de forma artesanal. São produzidos 150 mil litros de cachaça por ano. A bebida da família já conquistou o mercado da Inglaterra, mas para ganhar novos mercados internacionais como os Estados Unidos, é preciso diminuir ainda mais a quantidade de cobre na bebida, conta o produtor.

O Brasil produz cerca de um bilhão e 300 milhões de litros de cachaça por ano. Desse total, apenas 1,5% é exportado. Nos últimos quatro anos, o aumento médio das exportações foi de 10% ao ano. Poderá ser maior se os produtores brasileiros conseguirem atender as normas internacionais.

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