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São Carlos digitaliza arquivos da ditadura

Por: WILSON LUIZ AIELLO

03/05/2006

Parte do arquivo da ditadura,da jornalista Ana Lagôa, que hoje pertence ao departamento de Ciências Sociais da Universidade federal de São Carlos (UFSCar),já começou a ser digitalizado.Todo o material será transformado numa biblioteca virtual,facilitando o trabalho de pesquisadores.

O acervo colecionado durante 18 anos de 1968 a 1986, foi doado em 1995, pela jornalista que deu o nome ao arquivo

Mais materiais foram doados, um importante acréscimo para a história brasileira, um deles foi a doação por parte do professor Shiguenoli Miyamoto, da Unicamp, que cedeu cerca de 400 livros e 200 fascículos de periódicos, revistas, publicações da escola superior de guerra, livros de estratégias e política nuclear.

O acervo é rico, possui cerca de mil e duzentos livros, vinte mil recortes, além de fascículos e documentos do exército, uma importante fonte de pesquisa sobre os anos de chumbo, que foi a ditadura militar.

O trabalho de digitalização deve durar seis meses, todo este material está guardado em uma pequena sala de três metros de comprimento por dois de largura.O acervo sofre com a ação do tempo.

Segundo Ana Virgínia pesquisadora e responsável pela digitalização "o pesquisador vêm aqui e tem que manusear o material e isso compromete cada vez mais o material. É essencial que nós façamos essa digitalização para que o arquivo dure por muitos e muitos anos", ressalta.

"O espaço pequeno causa outros transtornos aos pesquisadores", diz o professor do departamento de Ciências Sociais da UFSCar, João Roberto Martins."Nós temos que agendar um pesquisador por vez e outra questão é que o pesquisador precisa vir a São Carlos para pesquisar, quando tudo estiver no computador, virtualmente ,qualquer pessoa poderá acessar em todo o mundo",observa.

Segundo o professor, o período desperta interesse e foi crucial para a definição do país como ele é hoje.

Para o diretor e cineasta João Massarolo, o arquivo Ana Lagôa, ajudou muito a equipe de atores e filmagens que estão gravando em São Carlos o documentário: “SC 68 : Matizes de uma Luta “.

O documentário vai resgatar a memória de trabalhadores, militares, de quem vivenciou e participou da greve de frigoríficos que aconteceu em 1968, causando na cidade grande impacto em plena ditadura militar.

O documentário esta sendo embasado no arquivo e Massarolo apóia a digitalização do material da Ufscar. “É a união da informática, com o cinema e a pesquisa histórica que vai deixar mais clara as páginas de um passado escuro do país .Tudo esta sendo possível , graças aos documentos rarissimos que relatam um passado desconhecido por muita gente", finaliza.



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