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São Carlos recupera áreas de mananciais

Por: ANTONIO CARLOS DE OLIVEIRA

17/04/2006

A cidade de São Carlos está recuperando três importantes áreas de mananciais, as dos córregos Monjolinho e São Rafael, e a do Ribeirão Feijão. Esses mananciais fornecem cerca de 50% da água utilizada no abastecimento público da cidade.

Segundo o diretor de Política Ambiental de São Carlos, Paulo Mancini, a Prefeitura vem fazendo a recuperação desses mananciais, repondo a vegetação ciliar do Córrego São Rafael e do Ribeirão Feijão. No momento está concluindo, com recursos do Comitê de Bacias Tietê/Jacaré, a recuperação da nascente do córrego São Rafael, afluente do Monjolinho.

“Essa nascente que ajuda abastecer a cidade foi vítima de loteamento implantado sem galerias de águas pluviais, como a grande maioria, nas últimas duas décadas em São Carlos", disse. Atualmente a cidade capta 15% de água no córrego Monjolinho, 35% no Ribeirão Feijão e os outros 50% são de águas subterrâneas (lençol freático).

De acordo com Mancini, a impermeabilização do solo, aliada à ausência de galerias de águas pluviais e de um sistema de dissipação de energia cinética das águas, provoca graves erosões. Para corrigir esses problemas de erosão jogavam-se entulho no local, que vinha sempre acompanhado de lixo, provocando a contaminação e o soterramento das nascentes.

“São Carlos tem um passivo ambiental elevado", alerta Mancini . Para evitar esassez de água no futuro o diretor de política ambiental enfatiza a necessidade imediata sdessas medidas preventivas.

A Associação de Proteção Ambiental de São Carlos (Apasc) tem desenvolvido atividades em parceria com outras entidades, como a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para garantir maior sustentabilidade às áreas de mananciais para abastecimento público de água.

Para o presidente da Apasc, Bernardo Teixeira, São Carlos tem hoje um "importante instrumento legal, o Plano Diretor", aprovado no ano passado pela câmara de vereadores. A lei do Plano Diretor prevê zonas de proteção de mananciais, com ocupação mais restrita de algumas áreas.

“Esse foi um passo importante para o futuro da água superficial no município, porém, já elaboramos e vamos enviar à apreciação dos vereadores, uma lei de Proteção e Recuperação de Mananciais”, ressaltou.

Teixeira destaca que a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é outro avanço significativo para a questão da água no município. São Carlos joga 100% do seu esgoto nos córregos, principalmente no Monjolinho. Com a construção da ETE até meados de 2007, esse problema deve acabar.

Jurandyr Povinelli, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), entende que a recuperação da mata ciliar nas áreas de mananciais vai evitar a poluição e melhorar as condições de infiltração de água no solo. Esses efeitos deverão contribuir para a manutenção da vazão dos cursos d´água, o que possibilita o aproveitamento constante dos mananciais. “Outro aspecto que considero importante é que a revegetação dessas áreas vai diminuir bastante a possibilidade de poluição dos mananciais por águas pluviais”, explica.

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