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PROERD e APAE buscam inclusão social em Matão

Por: RODRIGO PAGLIANI SIMONATO

25/11/2005

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência da Polícia Militar, o PROERD, tem um novo público. Na cidade de Matão (SP), os instrutores ministram o curso para os portadores de necessidades especiais, com o objetivo de trazer o conhecimento e informação sobre as drogas, auxiliando na inclusão social. Até hoje, 10 alunos da APAE já foram encaminhados ao mercado de trabalho.

O PROERD é uma iniciativa da Polícia Militar, baseado num programa norte-americano chamado DARE )Drug Abuse Resitance Education), voltado para crianças e adolescentes que estão matriculados na pré-escola e no colegial.

Desenvolvido em mais de 50 países, o programa atende mais de 35 milhões de crianças por ano. Elas recebem orientação sobre noções de cidadania, prevenção do abuso de drogas e informações que podem auxiliá-las a desenvolverem técnicas eficazes de resistência à violência. Casos de vandalismo e formação de gangues, também fazem parte do curso, mesmo sendo mais comuns em escolas públicas.

Preparar as crianças que estão entrando na fase da adolescência, ou seja, aquelas matriculadas na 4ª série do 1º grau, é um grande desafio. A idade em que mais acontece o contato com a droga é quando o adolescente completa 12 anos. Por isso, a atuação do programa foca crianças e jovens matriculados na pré escola e no colegial.

O programa foi desenvolvido a partir de estudos feitos pela Polícia Militar. O instrutor, que é um policial militar, é treinado por psicólogos e pedagogos para conseguir passar ao público todo o conteúdo e obter maior clareza na comunicação. Para isso, é entregue aos alunos uma cartilha contendo várias informações importantes. Outro ponto a destacar é a figura do policial.

Visto como uma figura heróica, a relação próxima dos jovens melhora a imagem da Polícia e faz nascer uma relação de confiança. Além da comunicação com os jovens, pais também são instruídos e participam do programa. Para os responsáveis são passadas dicas e informações importantes, principalmente como e porque um jovem acaba entrando no mundo das drogas. Para o programa obter seu objetivo, é importante a parceria entre escola, Polícia Militar e família.

Para atuar como instrutor do PROERD, o policial militar precisa se enquadrar num perfil rigoroso. Ter concluído, no mínimo, o ensino médio, ter facilidade de expressão, principalmente em público, não ser fumante, apresentar bom comportamento e não estar respondendo a processo criminal e administrativo. A última exigência é ter no mínimo dois anos de atividade no policiamento ostensivo.

Depois de aprovado, o policial é encaminhado para a segunda etapa, que consiste numa seleção, entrevista e dinâmica. Se conseguir aprovação nessas etapas, o escolhido faz um Curso de Formação de Instrutores com duração de 80 horas. O curso habilita o policial militar a desenvolver o Programa para as 4ª séries do 1º grau. Um outro curso, o de Formação de Mentores, de 40 horas, poderá ser feito caso o policial militar queira ensinar outros instrutores.

A escola interessada em participar do PROERD, seja ela pública ou privada, deverá solicitar o programa ao Batalhão de Polícia Militar responsável pela área do estabelecimento de ensino. O telefone de contato é 0 xx 11 3327-7756 e 0 xx 11 3327-7757, ou pelo e.mail proerd@polmil.sp.gov.br.

Na cidade de Matão (SP) o PROERD surgiu em 1998 com os instrutores Julia e Wladimir. Até hoje foram formados mais de 8 mil alunos, aproximadamente 10% do total de habitantes da cidade. “Aprendi muito quando fiz o curso no ano passado; é importante saber que a droga estraga a saúde e prejudica a família”, explica Giovanna Gorgatti Bontempo, de 11 anos, aluna de uma escola particular da cidade.

Para o soldado Carmo, instrutor do PROERD na cidade de Matão (SP) há 5 anos, é importante ensinar a criança a dizer não às drogas. A idéia de trabalhar o programa junto à APAE de Matão (SP) vem ao encontro com o objetivo da entidade, que é a inclusão social.

O comandante da 4ª Cia da Polícia Militar da cidade de Matão (SP), Capitão Figueiredo, acha que o PROERD é um projeto de responsabilidade Social que tem boa aceitação pela sociedade e atinge um número significativo de jovens em todo Estado. "Trabalhar essa interação com entidades consolida o projeto como importante para sociedade”, opina.

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