Ageuniara

A arte de colecionar movimenta paixões e o comércio digital

Por: FERNANDO HENRIQUE MARTINS DA SILVA

25/11/2005

Bonés, chaveiros, maços de cigarro, canetas, bolinhas de gude e até tampinhas de garrafa. Para muitas pessoas estes são itens sem valor e importância, até irrelevantes. Porém, para um colecionador, um destes objetos pode significar noites de sono, e até valores altos em dinheiro.

A arte de colecionar surge nas pessoas de maneira espontânea, mas, pode seguir uma hereditariedade. Não são difíceis de encontrar os casos de coleções herdadas por gerações. Um detalhe importante das coleções é a sua abrangência. Crianças, adultos e até idosos podem ser colecionadores.

O estudante araraquarense Jorge Fernando Antunes, de 19 anos é um desses exemplos. Colecionador de miniaturas de automóveis iniciou seu hobby há cinco anos, quando no ano de 2000 sua madrinha o presenteou com o primeiro item. “Acabei gostando e comecei a colecionar”, conta.

Atualmente, ele possui 28 miniaturas de diferentes marcas e cores. “A minha última aquisição foi uma Dodge Ram 1500 vermelha”. Ele conta também que não há predileção por nenhuma, mas, em geral, as mais recentes chamam mais a atenção.

Um dos problemas enfrentados pelos colecionadores é o alto preço necessário para se manter este hobby. Dependendo da coleção, é necessária uma pequena fortuna para mantê-la e atualizá-la. “Na minha coleção a miniatura mais cara custou R$ 180,00, porém existem outras que custam R$ 50,00”, diz.

Antunes comentou também que no caso das miniaturas, existem algumas que são raras e chegam facilmente aos R$ 4 mil.

A paixão que o colecionismo (prática do colecionador) traz aos seus adeptos é fato. Antunes conta que pretende seguir com suas coleções enquanto puder. “Faz cinco anos que coleciono e, quando posso, a cada mês compro uma miniatura nova”.

Ainda comentando sobre valores, ele conta que sua coleção atualmente está avaliada em cerca de R$ 3,5 mil. “Acredito que por eu guardar as embalagens e por ter algumas raras, minha coleção deva valer cerca de uns R$ 3,5 mil”.

O estudante também fala sobre o relacionamento entre outros colecionadores, e diz que chega a haver comércio entre eles. “Acho muito legal, nós colecionadores nos interagirmos. Sempre que há uma novidade algum cliente e colecionador me informa para que eu possa comprar para revender ou colocar em minha coleção mesmo”, fala.

Uma das principais ferramentas usadas pelos colecionadores é a internet. Sites como o Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br) é bastante útil e congrega colecionadores de todo o Brasil, inclusive de Araraquara, como o caso do estudante Antunes.

O jovem F. S., de 10 anos também mostra que a idade não influi no gosto pelas coleções. “Desde os sete anos eu coleciono bonés e não pretendo para”, conta. O garoto conta que tem uma média de 70 bonés, inclusive importados. “A maioria eu ganho como presente de parentes, mas também não deixo de comprar”, fala.

As mulheres também dominam este tipo de hobby, como a brasileira que vive em Portugal, Adriana Gomes. “Coleciono papéis de carta e, mesmo no exterior, mantenho um intercâmbio de materiais”, conta.

Para mais informações, um grupo de colecionadores criou um site específico para a divulgação desse hobby. Lá, é possível efetuar um cadastro e trocar informações. O endereço é www.colecionismo.com.br.



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