Ageuniara

Radialista fundou a primeira Estação de Meteorologia

Por: RODRIGO PAGLIANI SIMONATO

04/11/2005

Roque de Rosa é radialista há 52 anos. Iniciou sua carreira na Rádio Clube de Osvaldo Cruz em 1953 e passou por várias outras emissoras como Rádio Difusora de Presidente Prudente(SP), Rádio Cultura de Poços de Caldas(MG), dirigiu a Rádio Difusora de Regente Feijo e Rádio Junqueirópolis até se tornar proprietário da Rádio Ibitinga AM em 1964.

Fundou a Rádio Ternura FM que entrou no ar em 1979 e a Rádio Meteorologia Paulista fundada em 1987 em ondas curtas 62 metros. Em 1987, fundou a primeira Estação de Meteorologia da América Latina.

No ar desde 1999, também fundou a TV Cidade Ibitinga, canal 16. Roque ainda tem 15 livros publicados, é cantor, compositor e apresenta um programa de humor “O Pio do Jurupoca”.

Apesar de tanta experiência e a idade não revelada, Roque de Rosa se considera uma pessoa simples do interior, que dedicou sua vida ao rádio passando por diversas situações e com muitas histórias para contar.

Quando questionado se pensa em se aposentar, a resposta vem na ponta da língua. “Aposentar, nem pensar!” – fala descontraído.

Quando iniciou, em 1953 na Rádio Clube de Osvaldo Cruz(SP), Roque era produtor, editor e repórter do Jornal Rotativo, um programa diário de notícias. Hoje com 52 anos de dedicação ao rádio, lembra quando recebeu recentemente o prêmio Microfone de Prata, como reconhecimento de seu trabalho. “Era muito diferente do que é hoje” explica Roque que conheceu o primeiro gravador em 1954.

Roque viveu o momento de ouro do rádio e naquela época as novelas eram ao vivo. Caso houvesse algum erro, a instrução era passar direto e seguir o programa. A sonoplastia também era muito diferente, tudo era feito no estúdio com objetos e ferramentas usuais.

Os discos eram aqueles com 78 rotações e a maior dificuldade da época era a quantidade de agulhas que se usava para se evitar chiado na execução das músicas. As agulhas eram trocadas a cada três dias.

Roque conta, que na década de 50 quando surgiu a TV, o rádio deu uma balançada. Uma das coisas que ajudou o rádio nessa época, foi o surgimento do transistor, entre 1955 e 1960. Esse aparelho ajudou o rádio a se manter no mercado.

Mesmo com o surgimento da TV, no interior paulista, o rádio foi um meio de comunicação bastante forte e com grande infiltração.

A TV demorou a chegar nas cidades. Ibitinga (SP), por exemplo, conheceu o primeiro aparelho de TV em 1964, enquanto isso, o Rádio fazia sua parte com informações, músicas e programas de auditório atendendo as expectativas da população.

A idéia de montar uma Estação Meteorológica surgiu quando Roque fez uma viagem ao Chile. Em uma feira de negócios, conheceu uma rádio que passava as informações do tempo de modo bem interessante. “O Chile tem 4.500 km de costa no pacífico e para cada região a informação era diferenciada”- lembra Roque. Foi então que ao voltar para o Brasil, pediu uma concessão para onda curtas.

Mas a dificuldade era grande e a cada pedido de concessão, o governo negava. Insistente, Roque viajou para Brasília e conseguiu conversar, naquela época, com o ministro Antonio Carlos Magalhães (ACM).

Decidido, Roque montou um projeto que demorou cerca de seis meses para ficar pronto. Conseguiu um canal da Radiobrás que estava em Porto Velho e apresentou para ACM. Depois de uma concorrência , conseguiu o edital, transferiu o canal de Porto Velho para a cidade de Ibitinga (SP) com 4845 e 62 metros, um tipo de transmissão.

Em 1987, estava no ar com 1000 watts, seis torres para falar com o mundo inteiro. “É a primeira emissora do tempo da América Latina”- afirma Roque. Depois, surgiram outras, Weather Channel e Clima tempo.

Roque de Rosa é especialista em meteorologia, foi o homem do tempo da Rádio Globo São Paulo e Rádio CBN São Paulo de 1994 a 1998, Rádio Tupi e Rádio Record em São Paulo e desde 1991 é o homem do tempo da Rádio Globo e CBN de Campinas (SP), além de passar a previsão do tempo para as rádios Saudades Fm de Matão (SP) e Rádio Primavera de Guariba (SP) e Rádio Bebedouro AM (SP).

Do rádio movido a válvula à tecnologia digital, nessa transição, Roque vivenciou de perto, mas revela que ainda não está muito habituado com o computador, apesar de sua emissora ser a primeira do Estado de São Paulo a transmitir sinal Digital.

O gosto pela comunicação ainda traz inspiração. Roque já escreveu 15 livros, compôs mais de 30 músicas e apresenta o programa de humor “O Pio do Jurupoca”, com muito entretenimento pela Rádio Ibitinga, na cidade de Ibitinga.



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