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Árvore símbolo de Boa Esperança corre risco

Por: WILLIAN GUILHERME DE OLIVEIRA

07/10/2005

A pequena cidade de Boa Esperança do Sul (SP) está preocupada com a situação de seu mais querido patrimônio ambiental. A árvore central da praça de Santo Antônio, que já foi considerada uma das maiores do estado, apresenta visíveis traços de apodrecimento, infestação de insetos, parasitas entre outros problemas.

Símbolo da cidade, a espécie é da família das mimosaceae, que são árvores ou arbustos de folhas alternadas, e recebeu o nome científico de Enterolobium contortisiliquum que significa intestino retorcido, uma alusão ao formato de seu fruto.

Popularmente conhecida por "Orelha de negro” ou “Timburi”, a árvore impressiona pelo tamanho. Suas raízes brotam da terra e se mostram bem mais grossas do que muitas árvores, são necessárias oito pessoas para abraçá-la e sua copa atinge um raio de mais de 60 metros, mais de três vezes o tamanho médio de uma planta dessa espécie.

Segundo moradores da cidade logo que ela começou a crescer demais em relação às outras plantas um estudo feito por botânicos atestou que ela tinha uma anomalia genética, teoria não aceita pelo biólogo Antônio Faustino que diz ser praticamente nula essa possibilidade.

O morador Giovani Paulino Ferreira diz se impressionar toda vez que passa pela árvore. A planta se supera a cada ano. “No inverno ela parece que vai morrer, não fica uma folha nos galhos, mas quando vai chegando a primavera ela volta com tudo, da pra vê-la da cidade inteira”, exulta Giovani, olhando para a árvore.

De tamanho impressionante e de importância incalculável para os moradores da pequena cidade, a planta foi tombada como patrimônio público municipal e deveria receber cuidados especiais para sua preservação, mas, não é o que vem ocorrendo. Até o momento, nenhum plano de preservação e contenção de pragas está sendo aplicado pela prefeitura.

Segundo o secretário municipal de obras, Jaime Fortino Benassi, nada será feito sem acompanhamento técnico especializado. “Eu não jogo uma gota de nada naquela árvore sem prescrição de um especialista”, frisa Benassi.

Jaime disse que a prefeitura contratou um biólogo especializado que já retirou amostras de solo, caule e frutos para saber a real situação da planta, mas alerta: “A única coisa que sabemos é que ela já ultrapassou sua vida útil”.

Na cidade, muitos já começam a se preocupar com o futuro da planta. O biólogo Antonio Faustino diz que se ela tivesse sido acompanhada mais de perto talvez seu futuro fosse mais próspero. “Deveria ser feito um estudo por profissionais há muito tempo, agora pode ser tarde demais”, afirma Faustino.

Imponente perante todas as outras árvores da praça, o velho Timburi parece frágil diante dos predadores naturais à sua volta. Seu tronco já apresenta rachaduras e há galhos podres por toda parte. A árvore que escapou da corrida madeireira que assolou a região no passado pode não resistir ao mal maior da natureza, o tempo.

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