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Estado libera verba para descupinização de escola

Por: JULIANA FRANCO

03/10/2005

O Estado liberou verba solicitada pela escola estadual "Dr. Álvaro Guião", de São Carlos(SP), destinada à descupinização do prédio da instituição e dos móveis. Há alguns anos, a escola enfrenta problemas com cupins, que se alojam nos móveis, no forro, nas janelas, nas portas e também no museu, local que possui um acervo de livros raros.

A atual direção da escola afirma não ter acompanhado o início do problema, pois assumiu a diretoria em março de 2004, quando outras providências precisavam ser tomadas, como organizar o quadro de professores e disciplinas. “Ao assumir a direção, optamos por colocar a casa em ordem”, informa Lucinei Aparecida Tavone, vice-diretora da escola.

No segundo semestre deste ano, vestígios das fezes dos cupins – pó que fica ao redor do móvel que é atacado pelo inseto – começaram a aparecer no palco do anfiteatro, embaixo de algumas portas e em alguns móveis, inclusive em um dos pianos que fazem parte do anfiteatro. “Quando isso acontece é sinal de que o cupim já se alastrou por várias partes e está instalado no local há um bom tempo”, explica Lucinei.

A Diretoria de Ensino entrou com pedido de atendimento de urgência para a escola Álvaro Guião. Em duas semanas o pedido foi aceito e a verba liberada. “A única etapa que falta para iniciarmos a descupinização é a publicação no Diário Oficial da verba liberada”, revelou Lucinei.

O processo de descupinização será realizado em todas as madeiras do prédio, inclusive nas madeiras que não foram tomadas pelos cupins, como uma medida de prevenção para o futuro. O museu, com acervo de livros raros, também passará pelo processo de descupinização. Uma empresa local será a responsável pelo serviço. O nome da empresa será divulgado após a publicação no Diário Oficial.

Para não prejudicar o calendário escolar e por medida de precaução a descupinização será realizada em um fim de semana.

Restauração

A escola estadual Álvaro Guião possui um museu com coleções raras de livros, enciclopédias e diário oficial datado desde 1890. Além disso, existem quadros com pinturas a óleo do pintor Rafael Falco.

O pintor ficou famoso e teve a imagem de seu rosto estampada nas notas de cinco mil cruzeiros. As molduras dos quadros também foram atingidas pelos cupins. Todo o museu passará pelo processo de descupinização.

A escola tem outros planos para o museu. Está buscando parceiros para a restauração do acervo. “Queremos empresas que adotem o local, mas que não queira tirar o material da escola, pois ele faz parte da história do colégio e são livros sem valor comercial. Este material não atende os nossos alunos, mas é importante para pesquisadores, faz parte da história da cidade”, ressalta Lucinei.

A estrutura do prédio da escola Álvaro Guião foi construída junto com mais três prédios. O objetivo era formar professores. No dia 18 de setembro de 1913, foi lançada a pedra fundamental do edifício que até hoje abriga uma das maiores escolas de São Carlos.

O projeto e a construção do prédio couberam ao engenheiro Raul Porto e o mestre de obras foi Torello Dinucci. No dia 18 de novembro de 1916 a obra foi inaugurada. A solenidade de inauguração, realizadda no anfiteatro, coincidiu com a cerimônia de formatura de 3ª turma de professorandos, constituída de 10 rapazes e 27 moças.

Quando da fundação em 1911, o estabelecimento era conhecido como Escola Normal Secundária de São Carlos. Oferecia à classe estudantil o Curso de Formação de Professores com a duração de quatro anos. No dia 19 de dezembro de 1939, pelo Decreto nº 10.811 foi-lhe dada a denominação de “Dr. Álvaro Guião”, em homenagem ao então Secretário da Educação, que entre outros atos havia transformado a Chefia do Ensino em Departamento da Educação, criado várias Escolas Normais pelo interior e vários "grupos escolares" -- denominação que se dava na época a escolas que ofereciam as primeiras quatro séries.

O curso colegial do "Álvaro Guião" foi instalado no dia 7 de março de 1944 e a denominação foi alterada para Colégio Estadual e Escola Normal “Dr. Álvaro Guião”. A partir de 1976, o então Instituto de Educação “Dr. Álvaro Guião”, transformou-se numa Escola Estadual de Segundo Grau.

No dia 7 de novembro de 1985 o prédio da escola Álvaro Guião passou a fazer parte do patrimônio histórico e cultural do Estado, por decreto publicado na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Hoje, a escola oferece ensino fundamental e o ensino médio.



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