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Assaltos amedrontam produtores rurais de Araraquara

Por: ALVARO TANIGUTI

26/05/2005

O roubo de máquinas agrícolas amedronta cada vez mais os produtores rurais da região de Araraquara(SP). Aqueles que já passaram por esta situação sentem, além da perda dos bens subtraídos, o trauma psicológico da ação criminosa.

Fazendeiros, administradores, caseiros, chacareiros, vigilantes e pequenos produtores, muitas vezes, com suas famílias, não conseguem superar os prejuízos morais deixados pela violência que toma conta de lugares até pouco tempo considerados tranqüilos no interior do Estado.

A ação das quadrilhas ocorre, na maioria das vezes, à noite. Os bandos, compostos por doze pessoas, em média, invadem propriedades rurais. Funcionários e moradores são rendidos. Uma vez dominados, são deixados por várias horas sob a mira de armas de fogo, por pessoas encapuzadas (o que dificulta o reconhecimento na Polícia).

O tempo de cárcere privado varia, mas é o suficiente para transportar as máquinas para lugares distantes (fora do Estado ou do país) ou ocultá-las em áreas de matas fechadas (aguardando o final das buscas policiais).

O prejuízo com o roubo de uma máquina agrícola depende do modelo e da marca, mas costuma ficar entre R$80 mil a R$ 500 mil reais.

“Como os tratores e os implementos não são registrados no Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), fica difícil localizar os proprietários quando a Polícia os recupera”, explica o delegado Jesus Nazaré Romão, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara.

Ele acrescenta que “fotos ou marcas características, como o nome da fazenda gravado, foram cruciais para que um trator fosse reconhecido e devolvido ao dono”.

Sobre as ações preventivas, o patrulhamento rural é realizado pela Polícia Ambiental com apoio do policiamento ostensivo. As rondas são realizadas na área que compreende cerca de 20 municípios da região.

Para o comandante da 3ª Companhia de Polícia Militar de Araraquara, capitão Humberto Gouveia Figueiredo, “encontros vêm sendo realizados visando buscar alternativas para o problema. Na semana passada, em uma reunião com cerca de 50 produtores rurais na cidade de Rincão(SP), abordou-se a compra de equipamentos de comunicação, a intensificação do policiamento, a compra de aparelhos celulares, com o propósito de minorar o problema”.

O mesmo procedimento está sendo adotado pela Polícia Civil da região. Romão participou de uma reunião em Matão(SP), com a participação da PM local e de Taquaritinga(SP), além de empresários da cidade, de Araraquara e Gavião Peixoto(SP). Todos estão empenhados, segundo o delegado, “em obrigar o Detran a registrar as máquinas agrícolas com números identificadores, iguais aos dos automotores”.

“Os bandos são da nossa região, pois conhecem os locais e maquinários que lhes interessam. O roubo acontece por ‘encomenda’, em que o receptador aguarda o recebimento do produto roubado”, explica o delegado.

Nesse sentido, o capitão Figueiredo alerta os produtores rurais. “Muitos não dão valor a uma movimentação suspeita e não fazem nada. Os bandidos estão planejados e quase sempre são vistos. É importante que os produtores se unam, conversem, estabeleçam códigos de segurança, o que poderá levantar mais rapidamente qualquer informação que poderá ser repassada para a PM. Os transportes noturnos de máquinas -também cobertas com lonas-, são incomuns e causam suspeitas. O 190 deve ser avisado".



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