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Câmara de Matão apóia farmácias de manipulação

Por: RODRIGO PAGLIANI SIMONATO

25/05/2005

As farmácias de manipulação correm o risco de desaparecer. O assunto mobiliza não só as farmácias, mas a população. Hoje no Brasil cerca de 40 milhões de pessoas não tem acesso a medicamentos e esse número pode aumentar caso a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) limite a atuação das Farmácias de Manipulação. A Câmara de Matão (SP) tomou posição contra projeto da Anvisa.

A Anvisa abriu uma consulta pública para recolher opiniões sobre as restrições que pretende impor a esses estabelecimentos. A consulta pública ficará disponível no site da Anvisa até 18 de junho, quando termina o prazo de 90 dias.

Proprietários de farmácias de manipulação de Matão se reuniram na Câmara Municipal onde conseguiram apoio unânime dos vereadores da cidade. Aprovaram uma moção de apoio ao movimento que as farmácias de manipulação fazem em relação à consulta pública da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa).

O documento foi enviado às lideranças partidárias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a ministros do Governo e às principais Câmaras Municipais do Estado de São Paulo para que se sensibilizem pela causa.

Os funcionários das farmácias de manipulação atendem os clientes com um uniforme preto com dizeres “Pelo direito da manipulação de medicamentos”. Também foram colocadas faixas pretas com os mesmos dizeres em frente a esses estabelecimentos.

A primeira farmácia de manipulação da região, a Farmacotécnica, surgiu em Araraquara. Hoje já são 22. Em Matão, que tem um total de 6, a farmácia de manipulação Magistral foi a segunda da região, inaugurada em 1981. Todos os clientes que comparecem às farmácias de manipulação assinam um documento de protesto contra a Anvisa. Só na Magistral já são mais de 2.500 assinaturas.

O aposentado Paulo Marcondes Ciarlo, além de assinar o documento, enviou uma carta de protesto à Anvisa. Para ele, querer fechar as farmácias de manipulação é falta de humanidade, um desrespeito aos pobres e aos aposentados que estão com seus vencimentos defasados.

O presidente da regional da Associação Paulista de Medicina em Matão, Jorge Abrahão Kfouri Neto, é contra a consulta pública e a favor das farmácias de manipulação. Para ele os procedimentos que tiveram que adotar no decorrer dos anos tornaram esses estabelecimentos empresas seguras e confiáveis. Neto, que é ortopedista, atende muitos casos de osteoporose. Se fosse recomendar o remédio em uma farmácia comum o preço pode variar entre R$ 30 e R$ 130, dificultando o acesso e a continuidade do tratamento. Já o medicamento manipulado custa cerca de R$ 5. “É muito mais acessível à população, além de trazer os mesmos resultados”, explica o médico que receita medicamentos manipulados há oito anos.

Os medicamentos manipulados representam hoje cerca de 10% da fatia de mercado entre os remédios vendidos. São pouco mais de seis mil farmácias de manipulação pelo Brasil.

O endereço do site da Anvisa é: http://www4.anvisa.gov.br/base/visadoc/CP/CP[10060-3-0].PDF

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