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Medo de contaminação diminui consumo de caldo de cana

Por: ALVARO TANIGUTI

31/03/2005

O caldo de cana, um dos principais produtos comercializados, em Araraquara (SP), uma das maiores regiões canavieiras do Estado de São Paulo, sofreu uma sensível queda nas vendas em função das mortes registradas em Navegantes (SC) com a ingestão de caldo de cana suspeito da contaminação por trypanosoma cruzii, responsável pela doença de Chagas.

A bióloga Flávia Valéria Rossi explica que o barbeiro, inseto encontrado com mais freqüência no Brasil Central, habita casas de pau-a-pique e não é comum na zona urbana de Araraquara.

“O mais provável é que a moenda utilizada no estabelecimento comercial em Santa Catarina estivesse contaminado com o trypanosoma cruzii por diversos fatores, entre as quais estão a higiene da máquina, mas nada pode ser descartado diante do que ocorreu. O inseto e o homem são os principais hospedeiros”.

O agente sanitário da prefeitura de Araraquara, Marcelo dos Santos Roldan, compartilha da informação da bióloga. “Em Araraquara existe na zona rural o barbeiro da espécie Panstrongylus Megistus que se alimenta do sangue de gambás, ratos e tatús. Também são comuns, porém em número reduzido, as espécies Triatoma Sordida, Triatoma Infestans e Rhodnius Neglectus", explica.

Segundo ele não há casos como o de Navegantes registrados na região e o risco de contaminação inexiste, devido às orientações e fiscalizações constantes realizadas nos diversos pontos devenda espalhados em Araraquara.

"Os cuidados do comerciante com a higiene da cana e sua armazenagem determinam a garantia do produto que é oferecido à população", enfatiza.

Roldan acrescenta que a população confunde o barbeiro, que se alimenta basicamente de sangue, com o conhecido “percevejo”, que tem a seiva das plantas como alimento. “Porém, em caso de dúvida, o inseto deverá ser capturado e entregue em um posto de saúde mais próximo, que o encaminhará ao Serviço Especial de Saúde de Araraquara (SESA) para análise específica”. O telefone da Vigilância Sanitária de Araraquara é (16) 3301 51 64. Mesmo com a fiscalização e orientação aos chamados “garapeiros”, o impacto negativo das notícias vindas de Santa Catarina (onde cinco mortes foram notificadas com a suspeita da doença de Chagas após o consumo de caldo de cana em um comércio às margens da BR 101 no município de Navegantes) foi inevitável na cidade. José de Oliveira Silva, 57 anos e há três vendendo caldo de cana no bairro São Geraldo, afirma que sofre prejuízos diários com a queda nas vendas. “Vendo cerca de 60 copos todos os dias. Depois das notícias das mortes no Sul, minhas vendas caíram para 25 copos em média. Tenho que esperar a poeira baixar para recuperar o espaço perdido,”. E acrescenta: “A maioria dos garapeiros adquire cana de um produtor de Ibaté (SP) -cidade a 20 quilômetros-. Eu compro dele há dois anos e meio e nunca tive problemas”, mostrando as condições de higiene adequadas de sua máquina e dos cortes de cana empilhados de maneira cuidadosa. O comerciante aceita com bom humor as muitas brincadeiras dos consumidores sobre o assunto que recebeu destaque nacional, mas acrescenta que “a cana mantém a qualidade por dois dias descascado e oito se estiver in natura”.

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