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Nível do Aqüífero Guarani baixa 50 metros em Araraquara

Por: EDGAR SANTA ROSA ESTEVES

29/10/2004

O Aqüífero Guarani, um enorme volume de água localizado no subsolo das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste, considerado uma das grandes riquezas do subsolo brasileiro, está seriamente ameaçado.

Segundo o geólogo Júlio Cesar Arantes Peroni, da empresa Geo Water de Araraquara(SP), a situação inspira cuidados imediatos. "Pode ser tarde", avisa Peroni.

Nos últimos 10 anos, a abertura de poços profundos clandestinos, além de levar a exaustão do Aqüífero, aumenta em muito, a possibilidade de sua contaminação.

Peroni estima que há hoje, em Araraquara, aproximadamente 300 poços profundos, dos quais 50 por cento clandestinos.

"O nível do Guarani no subsolo da região urbana de Araraquara baixou 50 metros", diz o geólogo. Ele credita essa diminuição à exploração do Aqüífero, sem planejamento. "Há excessiva concentração de poços na região urbana da cidade e isso piora a situação", diz.

Peroni estima, com base em dados científicos, que Araraquara retira do Guarani 15 milhões de metros cúbicos de água por ano e repõe somente 5 milhões.

Apesar de estar protegido por extensa camada de terra e rocha, o Guarani é muito suscetível, principalmente nas regiões de afloramento e recarga.

Até chegar na região do Aqüífero, a água atravessa grande quantidade de solo, que funciona como elemento filtrante. É a camada formada pelo derramamento vulcânico, o basalto.

O Guarani é conseqüência de um antigo deserto. "Imagine o deserto do Saara como é hoje. Há milhões de anos a nossa região era também um deserto e esse deserto se transformou nessa dádiva chamada Aqüífero Guarani", ensina José Luiz Galvão de Mendonça, geólogo do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE)

O Aqüífero fornece a água com custo baixo, pronta para consumo. A água de rios, na superfície, necessita de dispendiosos métodos de purificação em razão da presença de grandes quantidades de impurezas orgânicas.

O Aqüífero, além do Brasil, está presente também no subsolo do Paraguai, Uruguai e Argentina. O volume de água é imenso, ele esta sob uma área de 1 milhão e seiscentos mil quilômetros quadrados.

Um dos filtros utilizados no processo de captação nos poços profundos é areia lavada. "Houve tempo em que a areia de pré filtro, era fornecida acondicionada em embalagens vazias de agrotóxicos", alerta Mendonça.

Segundo ele, a responsabilidade pela fiscalização dos poços pelo DAEE, se restringe a perfuração, a outorga. "A parte de contaminação quem fiscaliza é a CETESB", declara.

Segundo José Alfredo Aiéllo, fiscal da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB), a fiscalização de poços profundos é responsabilidade exclusiva do DAEE.



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