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Assentados esperam seguro da Ferrugem Asiática

Por: EDGAR SANTA ROSA ESTEVES

21/09/2004

Assentados da Bela Vista do Chibarro, em Araraquara(SP), esperam há seis meses, o ressarcimento de R$ 81.800,00 referente perdas com o plantio de soja da última safra agrícola. O principal motivo para as perdas é a ocorrência de uma doença nunca detectada na região, a Ferrugem Asiática.

Somente essa doença foi responsável por R$ 2 bilhões de prejuízos aos sojicultores de todo o Brasil.Para muitos assentados da Bela vista a perda foi total.A única esperança é o ressarcimento pela Companhia de Seguros do Estado de São Paulo, COSESP.

Maria Rodrigues da Costa é um exemplo. Ela plantou 10 hectares, correspondente a 100.000 metros quadrados, de soja e não colheu nada, a perda foi total. A agricultora ainda não conseguiu saldar suas dívidas com o banco e com os fornecedores de insumos.Ela tem esperança de receber o dinheiro do seguro. "Quando chegar o dinheiro, vou correndo pagar minhas contas", diz.

O engenheiro agrônomo Paulo Roberto Pinto, gerente do departamento de sinistros da seguradora, considera muito difícil o ressarcimento.Apesar de entender que o assentado não tem culpa pelas perdas, Paulo Roberto esclarece que não há cobertura para danos causados por doenças.

O engenheiro Agrônomo Antonio Carmo Maruccio, do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP), que presta assistência técnica aos assentados, não concorda com o agrônomo da seguradora.Maruccio assegura que não havia no mercado produto disponível para o controle da doença.

Segundo o agrônomo do ITESP, esse fato pode ser comprovado por documento ministerial datado de 05 de fevereiro de 2004, enviado para a seguradora.

"A COSESP nos exigiu documento técnico do agrônomo da Casa da Agricultura para em seguida exigir o mesmo documento assinado por técnico da Embrapa soja", diz Maruccio.

De acordo com ele, esses documentos, dentre inúmeros outros, foram providenciados e, mesmo assim, ainda não houve solução para o caso.

Sobre a demora na solução do problema, o engenheiro da COSESP se defende e explica que 80% do valor segurado pelos assentados foi repassado para o Instituto de Resseguros do Brasil(IRB).

Segundo Paulo Roberto, esse fato esta retardando a decisão. "A solução, positiva ou negativa sai em duas semanas", afirma.Edmilson Bezerra da Silva, conhecido como "Neguinho", plantou 15 hectares de soja no assentamento Bela Vista e teve quebra de 50 %.

Ele está sem esperanças de receber o dinheiro do seguro. "Não sei como vou fazer para pagar minhas dívidas com compra de adubo e semente", diz.

Edgar Vieira da Silva, da Agrometa, empresa que forneceu insumos para o assentados, está preocupado."Nós fornecemos insumos para os assentados, boa parte para pagamento com a colheita, a maior parte dos agricultores ainda não vieram acertar as contas", diz Silva.

Para o empresário será muito difícil vender aos agricultores inadimplentes para a próxima safra que se inicia. "O acumulo de inadimplência inviabiliza nossa empresa", diz.



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