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Safra traz migrante para Ibaté

Por: JOSEANE APARECIDA DE FATI BORRI

20/05/2004

Anualmente Ibaté(SP) recebe trabalhadores de outros estados principalmente de Minas Gerais. Eles vêm para trabalhar no corte de cana durante a safra. Muitos abandonam suas famílias em busca de uma vida melhor.

Para Ricardo Adriano Fernandes, que trabalha no corte de cana, foi muito difícil deixar a família para trabalhar em outra região, mas ao mesmo tempo é triste ver a família passando por necessidades porque em sua região de origem se ganha muito pouco.

"Nosso objetivo é trabalhar em outra cidade e juntar um dinheiro para mandar para família", diz.Esses migrantes são contratados pela própria indústria e normalmente se alojam em uma das fazendas do grupo Cosan que se encarrega também de fornecer alimentação e equipamentos de trabalho.

Porém a alimentação é descontada do salário dos migrantes.Eles trabalham cinco dias da semana e folgam um, trabalham 8 horas por dia, ganham em média R$ 600,00 por mês.

"Em termos de tratamento não temos o que reclamar da indústria, mas na questão da renda ganhamos pouco, ou melhor, trabalhamos por empreita e o preço do metro da cana varia. Quando a cana é boa ganhamos mais quando é ruim menos", diz o cortador de cana Wanderson André de Almeida.

"Mas de qualquer forma compensa deixar nossa região de origem para trabalhar em Ibaté, porque o que ganharíamos em nossa cidade não chega nem na metade do que ganhamos aqui", conclui Ricardo.

A indústria Cosan S/A, contratou 683 pessoas para a safra iniciada em 3 de maio. Cerca de 253 contratados para o corte de cana são migrantes de Minas Gerais.

Segundo o vice-presidente do Ministério do Trabalhador Rural, Aluísio dos Santos, a indústria é fiscalizada. Os trabalhadores assinam um contrato seletivo do que foi trabalhado e através deste a indústria se compromete a cumprir as normas.

Se não houver o cumprimento da mesma, a empresa pode ser multada."O Ministério do Trabalhador Rural foi fundado em Ibaté no ano de 1998 e desde então não tivemos problemas com a Cosan", diz Aluisio.



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