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Novo Horizonte enfrenta problemas com a saúde

Por: ANA PAULA ROSA

17/05/2004

Apesar do progresso da Santa Casa de Misericórdia, o sistema público de saúde enfrenta problemas em Novo Horizonte (SP).

O fisioterapeuta, Dr. Vasconcelo Delboni Filho, membro do Conselho Municipal de Saúde e profissional há 14 anos, encontrou falhas no atendimento, disponibilidade de equipamentos, escassez de profissionais e de recursos financeiros. Mas ele acredita que sejam possíveis de serem contornadas, tanto na Santa Casa , como nos postos de saúde.

Segundo ele, a Santa Casa, sendo o único hospital local, tem como principal problema o atendimento à grande quantidade de pessoas que não têm convênio e como a verba do SUS é insuficiente para atender à demanda, recebe ajuda financeira da Prefeitura Municipal, com R$20 mil mensais, com o pagamento de médicos plantonistas e com as despesas do pronto socorro, além da ajuda de colaboradores, como as duas usinas da cidade.

Estes hospitais que dependem de verbas do governo, enfrentam dificuldades devido à falhas nos repasses de verbas, seja por atraso ou por corte de recursos.

A administração da Santa Casa, que tem como mantenedora a Irmandade São José e como provedor Antônio Vila Real Torres, diz que não encontra problemas de corte de recursos pelo SUS por não ter contraído dívidas com outros órgãos públicos. Mas este repasse ocorre com atrasos que variam em torno de 60 dias.

Estas verbas são destinadas a pagar parte da porcentagem de honorários médicos e para manutenção do prédio que, recentemente com a ajuda do Estado, foi ampliado, e atualmente está em reforma os setores antigos .

Mesmo com a melhoria em sua estrutura física, e com a administração viável dos recursos financeiros disponíveis, a Santa Casa, enfrenta dificuldades pelo pequeno número de enfermeiros, falta de profissionais nefrologistas, psiquiatras e uteístas e, por carência de equipamentos de tomografia, ressonância magnética , UTI pediátrica e UTI móvel. Na falta destes recursos, os pacientes são encaminhados para hospitais em Catanduva (SP).

Quanto aos postos de saúde, os problemas ocorrem com o atendimento, tanto em relação à demora nas filas ,pois somente são agendadas as consultas para pacientes com mais de 60 anos ou provenientes da zona rural, como também "pelo baixo nível de consulta oferecido por determinados médicos", afirma Dr. Vasconcelo.

Em dois, dos quatro postos nos bairros, falta o comprometimento dos médicos, pois são pagos R$5,8 mil mensais para atuarem, também, em visitas de prevenção, mas cumprem sua carga horária apenas com consultas.

Além deste atendimento , ocorrem dificuldades na administração. "Os profissionais contratados estão abaixo da competência necessária para tal responsabilidade. A chefia é contratada sempre por indicação", comenta.

As soluções para o equilíbrio do sistema poderiam vir de programas de prevenção a longo prazo, porém, eficazes, ou seja, "levar a saúde até as casas através de visitas periódicas , evitar em muitos casos a proliferação de doenças e abaixar o número de pessoas que procuram o hospital e os centros de saúde", analisa Dr. Vasconcelos.



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