Ageuniara

Aumenta o número de pessoas com Síndrome do Pânico

Por: NICOLAS LIMA BERTATE

06/05/2004

Uma das novas doenças na vida moderna, que vem atingindo cada vez mais indivíduos, é a síndrome do pânico. Não é um simples modismo e cada vez mais pessoas sentem os sintomas, sem procurar orientação médica ou psicológica, por não saberem do que se trata ou por acharem que é algo passageiro.

A síndrome do pânico pode ser caracterizada por um aparecimento repentino de uma intensa preocupação, medo ou terror, associado a sentimentos de catástrofe eminente,o que origina o medo da morte, medo de enlouquecer, perder o controle das coisas, fobias, medo de sair de casa, entre outros sintomas.

"Quando os ataques do pânico ocorrem pela primeira vez, eles vêm freqüentemente do nada, espontaneamente, sem nenhuma razão óbvia", explica a psicóloga Glaura Verdiani, em como a doença é originada.

Segundo ela, há uma ligação com os acontecimentos de vida da pessoa, que pode ignorar totalmente a ligação, provavelmente porque a procura no lugar errado.

"As pessoas raramente olham para um período mais remoto que o dia anterior para explicar seus ataques de pânico, fatos que devem ser procurados de um até nove meses atrás, como por exemplo: morte ou doença de pessoa muito próxima; grave acidente de carro; cirurgia; problemas familiares, como ter um filho, ter que cuidar de pais idosos; sair de casa; muito estresse no trabalho; fracasso profissional; problema financeiro", ressalta Glaura.

O diagnóstico da síndrome não é tão difícil de ser dado, "mas é raro que ele ocorra isoladamente, comumente há a co-ocorrência de uma fobia simples, fobia social e distimia que é a depressão do humor branda, mas crônica", conta.

Uma pessoa que tenha a síndrome do pânico possui a chance de ter um convívio social normal, mas isso não acontece da noite para o dia, pois requer uma grande mudança no seu estilo de vida e isso pode acontecer, quando procura ajuda médica e psicológica para o tratamento da doença.

Em um primeiro momento, é adequado que a pessoa procure um médico psiquiatra para ele prescrever medicamentos, dando assim, uma base maior de sustentação para que posteriormente comece a fazer terapia com psicólogo, que irá ajudar na compreensão dos motivos do pânico e estimular as mudanças necessárias para eliminá-los.

O processo terapêutico leva alguns meses, mas quando feito com um profissional competente e de confiança, pode evitar as crises, ou pelo menos reduzir gradualmente a intensidade da freqüência delas, o que proporciona um alívio significativo.

"Conforme as terapias ocorrem, o paciente aprende mais sobre si mesmo e como lidar com seus ataques de pânico. Novas percepções surgem e a pessoa familiariza-se com suas novas potencialidades, o que resulta no sucesso do tratamento para a síndrome do pânico", finaliza a psicóloga Glaura Verdiani.



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