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Médicos alertam para os riscos do HPV

Por: MARIA LUIZA TREVISAN CESTARI

22/03/2004

O papilomavirus humano (HPV) é o responsável por doenças sexualmente transmissíveis (DST) conhecidas como crista de galo, verrugas genitais e condiloma acuminado. Há 20 anos, o vírus foi identificado como o principal agente causador do câncer de colo de útero.

Existem estimativas que 25% da população feminina no mundo esteja contaminada com o HPV, embora não haja dados oficiais nos órgãos de saúde a respeito deste percentual.

Para a ginecologista Dra. Denise Toseto Nogueira, este número é próximo da realidade e pode aumentar. “A promiscuidade entre os jovens favorece o aumento deste índice, principalmente por não usarem preservativos nas relações sexuais, embora pessoas que possuem relacionamentos estáveis também estejam contaminadas”, afirma Dra. Denise.

Para o Dr. Carlos Eduardo Galeazzi, ginecologista, na rede pública, a infecção por HPV está relacionada a 99% dos casos de desenvolvimento de câncer de colo de útero, sendo um problema de saúde pública.

Segundo ele, as campanhas para a realização de exames preventivos, como o papanicolau, têm colaborado para a detecção da doença do início e promovido um tratamento eficiente.

A contaminação pelo HPV ocorre através do contato sexual, embora existam outras formas, como o compartilhamento de toalhas e roupas íntimas. O portador do vírus apenas desenvolve a doença quando tem queda de resistência no sistema imunológico e não existe período de incubação específico.

Quando a paciente não aparenta lesões externas, o exame de papanicolau ou a colposcopia podem indicar a contaminação pelo vírus. Ao receber o diagnóstico positivo do HPV são feitos exames complementares para a detecção do potencial de desenvolvimento de câncer, já que nem todos os vírus possuem ação cancerígena.

A técnica mais utilizada para a identificação do tipo de vírus é a captura híbrida, que por ser de alto custo, nem sempre é autorizada por convênios médicos ou pelo sistema público de saúde.

O tratamento das lesões causadas pelo HPV é acompanhado pelo médico, em intervalos que dependem de cada profissional, até que a contaminação pelo vírus seja negativa. Para Dra Denise e Dr Galeazzi, são poucos os casos de permanência do vírus quando a paciente respeita o tratamento estabelecido pelo profissional.

“A divulgação do assunto através da mídia e campanhas educativas permite que as pessoas tenham maiores informações sobre o HPV, busquem tratamento adequado e evitem a evolução para um quadro clínico mais grave, como no caso do câncer. Por não existir vacina, a prevenção ao HPV é feita através do uso de preservativos nas relações sexuais e consultas periódicas ao médico ginecologista”, finaliza o Dr. Galeazzi.

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