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ANVISA estuda novo formato de bulas

Por: ISRAEL MARCONDES CESAR

25/03/2004

Dentro de dois anos, as bulas dos medicamentos à disposição da população, no Brasil, terão letras maiores e informações mais simples, para melhor assimilação por médicos e pacientes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), após receber um grande número de queixas dos consumidores, sobre as informações obtidas nas bulas de remédios, decidiu fazer mudanças, previstas para o segundo semestre de 2004.

As bulas dos medicamentos apresentarão dois tipos de orientação: uma para o público entender, escrita em linguagem mais acessível, e outra para os profissionais de saúde, mais técnica,que existe atualmente. Outra novidade é a criação do bulário eletrônico.

O tamanho das letras das bulas é motivo de reclamação para a maioria dos consumidores, por isso o projeto prevê a reformulação dos textos das bulas.

A ANVISA busca tornar as informações contidas nas bulas mais adequadas, tanto para o paciente, quanto para o profissional de saúde, de forma a contribuir para o uso responsável dos medicamentos.

O primeiro passo para essa mudança é o projeto "E-bulas" (sistema de gerenciamento eletrônico de bulas), que a ANVISA apresentou às indústrias farmacêuticas sediadas, no Estado do Rio de Janeiro.

"O E-bulas" trará benefícios para a população, para a ANVISA e para a indústria farmacêutica, segundo prevê a própria ANVISA.

A atualização das bulas deixará de ser em papel e passará a ser eletrônica. A principal vantagem será a diminuição do tempo necessário para validação e análise dos textos pela Agência.

O sistema se relacionará com bases de dados científicas internacionais e apresentará o histórico completo das alterações e atualizações dos textos.

Segundo a professora do departamento de farmácia da Universidade de São Paulo (USP), Julieta Ueta, a mudança é o resultado de uma antiga luta do Conselho Nacional de Farmácia e do Ministério Público.

Para o gerente de uma rede de farmácias de São Carlos(SP), Renato Cavalheiro Garcia, muitos clientes pedem para explicar o que está escrito na bula.Ele acredita que com essas mudanças a melhora será automática.

As bulas atuais apresentam uma linguagem de difícil compreensão, que ao invés de ajudar, muitas vezes confunde.

Para a população, a vantagem está na melhoria da qualidade da informação e da prescrição médica.

"O E-bulas cria uma relação de confiança entre o governo e a indústria farmacêutica, que resultará numa melhor qualidade de informação sobre medicamentos para o consumidor e para o profissional da área de saúde", diz Ricardo Oliva, diretor da ANVISA e coordenador do convênio.



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