Ageuniara

Falta de sevidores preocupa UFSCar

Por: VANESSA RONQUIM MARTINS

26/11/2003

A UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) enfrenta problemas com a falta de servidores (docentes e técnico - administrativos).

A instituição conta atualmente com 531 docentes efetivos e 130 docentes substitutos e apresenta um déficit de 108 professores. Este ano 23 docentes se aposentaram.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Docentes da UFSCar, Dênis Santos, os professores que têm tempo de serviço suficiente para se aposentar estão deixando de dar aulas, com medo das alterações na Previdência e no critério de aposentadoria.

"A reposição poderia ser feita só por concursos públicos do governo, o que até agora não aconteceu", informa.

De acordo com o MEC( Ministério da Educação e Cultura), as instituições seriam autorizadas a realizarem concursos este ano, mas não há data prevista.

Porém, a UFSCar não é a única universidade federal que enfrenta problemas, pelo contrário, a redução gradativa dos valores repassados pelo governo federal desde 1995 e a não liberação de verbas complementares, neste ano, agravam a crise financeira enfrentada pelas universidades federais brasileiras.

O reflexo dessa situação está no atraso do pagamento de contas de água, luz, telefone e limpeza. Para completar, o governo federal ainda não autorizou a utilização de recursos próprios das entidades, o que pode ameaçar a realização do vestibular da Universidade Federal de Mato Grosso, por exemplo.

Um levantamento do Forplad (Fórum Nacional dos Pró - Reitores em Planejamento e Administração) concluiu que seriam necessários R$ 685 milhões para cobrir as despesas básicas de custeio nas universidades federais.

Para tentar reverter esse quadro, as entidades começaram uma campanha visando pressionar o governo e o Congresso Nacional a liberar mais recursos, principalmente da chamada "emenda Andifes", estimada em R$ 78 milhões. Reivindicam ainda, mais R$ 66 milhões para custeio.

Além de reuniões com o ministro da Educação, Cristovam Buarque, os reitores têm procurado deputados e senadores para conversar sobre o assunto.

Segundo dados da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Superior), os recursos do governo destinados à manutenção das 53 universidades federais caíram de R$ 551,605 milhões, em 1995, para R$ 375 milhões no ano passado. Isso representa uma queda de 32 % em sete anos (números atualizados pelo IGP-DI ).

Para o decorrer deste ano, a previsão é de R$ 473 milhões. Levando em consideração outros gastos, como pessoal e contratos temporários, o orçamento caiu de R$ 6,69 bilhões, em 1995, para R$ 4,957 bilhões em 2001, último dado disponível na Andifes.

Em reunião realizada no final de outubro, o secretário da Educação Superior do MEC, Carlos Roberto Antunes dos Santos, reconheceu a dificuldade das instituições, mas não prometeu aumento de recursos.

Segundo ele, o aumento de verba depende de autorização da equipe econômica. Questões emergenciais das universidades federais serão discutidas em um grupo de trabalho interministerial encarregado de apresentar uma proposta para o ensino superior até o final do ano.

Apesar de responderem por apenas 4,45 % das instituições de ensino superior no país, as federais têm 15,27% das matrículas. Também registram, segundo dados do Censo da Educação Superior, a maior procura nos processos seletivos, 9,9 candidatos por vaga.

Nas instituições privadas, responsáveis por 69,7 % das matrículas, a procura está em 1,6 candidatos por vaga.

Em 2004, o governo prevê orçamento semelhante ao deste ano. Representantes das federais entregaram uma proposta de emenda ao Orçamento da União de 2004 para que recebam mais R$ 261 milhões. Eles alegam que o déficit pode comprometer a meta de aumentar a oferta de vagas em 2004.



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