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Implantação de Área Azul na Vila Prado tem opiniões diversas em São Carlos

Por: GUSTAVO MIGUEL CURVELO

22/09/2017

A eventual implantação do estacionamento rotativo pago no tradicional bairro da Vila Prado, em São Carlos (SP), definitivamente não foi uma das medidas mais populares entre os comerciantes da região. Alegando diferentes motivos, muitos dos representantes do setor terciário posicionam-se abertamente contrários à denominada Área Azul, que poderia ser efetivada na Avenida Dr. Teixeira de Barros (Rua Larga), Avenida Sallum e Rua Desembargador Júlio de Faria (Travessa 7), após propositura do poder público.

A polêmica se iniciou, há cerca de um mês, quando o Secretário Municipal de Transportes e Trânsito, Antônio Coca Ferraz, comentou, em entrevista a uma rádio local, sobre os estudos da prefeitura para a possível inserção da obrigatoriedade do pagamento no estacionamento das ruas do bairro. Respaldado pela Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), ele salientou segurança e fluidez no trânsito para justificar a medida proposta, que fortaleceria ainda a rotatividade de veículos na região.

As modificações até ganharam apoio de alguns trabalhadores das vias envolvidas, como é o caso de Caíque Aprea. Colaborador de uma loja de doces, ele, embora não concorde integralmente com a medida, enxerga com bons olhos a possível alteração.

“Aqui [na Rua Desembargador Júlio de Faria] há um grande fluxo de veículos e de fato a Área Azul seria interessante pela rotatividade. Como tem muitas empresas, muita mercadoria é descarregada e isto prejudica o trânsito. No que diz respeito a mim, os clientes vêm, compram e logo saem, mas de maneira geral sou a favor da implantação do estacionamento pago”, salienta Aprea.

Muito mais fácil, porém, é encontrar lojistas contrários ao pagamento de taxas pelo estacionamento nas ruas públicas. E os números corroboram a tese: conforme pesquisa de uma empresa especializada, que ouviu 63 empresários da Vila Prado em agosto, 86% dos lojistas não apoiam a transformação, enquanto o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), no ano passado, apontou em levantamento informal que 90% dos comerciantes também não querem a Área Azul no bairro.

O gerente de um estabelecimento de tintas da Avenida Sallum, Moacir Filho, por exemplo, pensa que a medida proposta pela prefeitura causa justamente uma consequência reversa ao planejado, tornando o trânsito ainda mais lento.

“Sou contra a Área Azul porque vai atrapalhar o comércio. Se [o programa for] implantado, o consumidor, que atualmente faz suas compras em um determinado tempo, vai ficar estacionado uma, duas horas porque pagou por aquele estacionamento. Assim, o atual cenário é muito mais interessante para todos”, analisa.

A alguns quarteirões dali, na mesma Avenida Sallum, o proprietário de uma casa de carnes, que prefere não se identificar, acredita que o estacionamento rotativo pago “é uma coisa que não tem cabimento na Vila Prado”, pois “vai diminuir o fluxo de pessoas nos estabelecimentos e prejudicar todo mundo”.

Já na Avenida Dr. Teixeira de Barros, a colaboradora de uma sorveteria local, Jéssica Santos, pensa que  pagar por estacionamento nas vias públicas seja algo impróprio em todos os casos, não apenas na Vila Prado.

“Sou contra a Área Azul em qualquer local, em especial aqui no bairro que, a meu ver, é mais residencial que comercial. Neste sistema, paga-se por um serviço em que o veículo fica exposto na rua e, se houver vandalismo ou algum dano, as autoridades competentes só irão ressarcir o valor gasto após muito tempo, dado que a justiça no Brasil é lenta”, opina.

Também com posição declaradamente contrária à instalação da Área Azul na Vila Prado, o vereador Gustavo Pozzi (PR) conta que foi procurado pela própria população do bairro para tentar barrar o projeto, tendo os munícipes se articulado ativamente em prol de seus objetivos.

“Quando eu me posicionei contra [a promulgação da Área Azul], moradores e comerciantes da região me procuraram em apoio, inclusive me apresentando um abaixo-assinado contra a implantação, com mais de 150 nomes de pessoas que vivem e têm seus negócios por lá”, informa o parlamentar, via assessoria de imprensa.

Desde então, uma Audiência Pública, encabeçada por Pozzi, foi realizada na Câmara Municipal e a inviabilidade de instalação do programa naquele bairro foi  determinada pelos presentes à ocasião. O veto, no entanto, não impede a recolocação do projeto em pauta em um futuro próximo, seja por vereadores ou pelo Poder Executivo.

Publicada em 26/9/2017 às 21h11.



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